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A mídia deu destaque a ‘invasão’ da página do Exército no Facebook, logo após a vitória de Dilma no segundo turno. São centenas de internautas clamando por uma intervenção militar, para ‘salvar o Brasil’.
De alguma forma, e isso é evidente, o País precisa encontrar um caminho que o preserve do viés autoritário que está no DNA do petismo, mas é de uma total incoerência sugerir a utilização do remédio amargo da ditadura. Seria regredir aos idos de 1964, onde um regime de força de direita impediu que outro, de ideário comunista – palavra em desuso, por conveniência de ocasião – se instalasse no Brasil.
Cinquenta anos se passaram e algumas pessoas parecem não ter aprendido nada. São outros os tempos, é outro o cenário. O avanço consiste em consolidar as instituições democráticas, não em solapá-las. Quem, como eu, critica o PT por suas reiteradas tentativas de fraudar o processo democrático, utilizando-se para tal de instrumentos que a própria democracia lhe proporciona, não pode, por coerência, defender a ruptura institucional por meio de um golpe de estado. 
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