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Localidades ficam em áreas de difícil acesso em 12 municípios do estado.
Exército deve utilizar quatro helicópteros e quatro embarcações.

Carolina Holland
Do G1 MT
Exército garantirá votação dos indígenas
(Imagem: Marcelo Manhuari)
Com custo de operação de R$ 2 milhões, o Exército Brasileiro deve enviar cerca de 500 homens para garantir a segurança na votação em 21 aldeias indígenas de difícil acesso em Mato Grosso nas eleições deste ano, que ocorrem no dia 5 de outubro. A medida atende a uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-MT). Os militares utilizarão armamento e munição não-letais e terão como apoio quatro helicópteros e quatro embarcações. A Polícia Federal deverá também enviar dois policiais para cada uma dessas localidades.
Os trabalhos serão em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp-MT) e demais órgãos de Segurança Pública. As 21 aldeias ficam nos municípios de Rondolândia, Juara, Brasnorte, Tangará da Serra, Peixoto de Azevedo, São Félix do Araguaia, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Paranatinga, General Carneiro, Barra do Garças e Campinápolis. A média, segundo o Exército, deverá ser de 10 homens em cada uma.
Outras 11 aldeias, mais próximas de Cuiabá, deverão contar com a presença apenas de policiais federais. Nas 32 aldeias, há um total de 8.846 eleitores que se declaram índios – o que equivale a 0,4% do eleitorado do estado.
O treinamento e o preparo para lidar com adversidades, e ainda a estrutura para realizar o tipo de deslocamento necessário para chegar a essas áreas mais remotas qualificam o Exército para realizar o trabalho durante as eleições, afirmou o general de Brigada José Carlos Braga de Avellar, comandante das operações de segurança do Exército Brasileiro nas eleições de 2014 em Mato Grosso.
“São áreas que apresentam problemas sanitários graves, como cólera e diversas doenças. E se emprega o Exército justamente porque o Exército tem, tanto no tocante ao seu pessoal, que é preparado para enfrentar esse tipo de realidade, quanto com relação ao seu equipamento, a logística necessária para evitar expor pessoas que não tenham o equipamento e o treinamento para fazer frente a esse tipo de coisa”, disse.
As tropas podem se deslocar a até 100 metros dos locais de votação – a não ser que haja determinação do juiz eleitoral ou do presidente da mesa de votação para irem adiante- e terão poder de polícia, podendo realizar prisões. Nesses casos, é o juiz eleitoral quem determina o que será feito e para onde será levado o preso. “Mas, em vista do histórico pacífico dessas aldeias nas ultimas eleições, nós temos certeza que nada disso vai acontecer”, afirmou Avellar.
Os R$ 2 milhões empregados na operação fazem parte do orçamento federal previsto para as eleições repassado do Ministério da Justiça para o Ministério da Defesa, informou o general.
G1/montedo.com
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