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Recebi na área de comentários, de um leitor do blog que não quer ser identificado:

Imagens: UOL
Pessoal, vamos nos informar antes de falarmos equivocadamente. A “caixa-preta” nada mais é do que um gravador protegido por uma estrutura metálica de alta absorção de impacto. Como TODO gravador tem uma capacidade máxima de tempo de gravação. Muitas vezes o pessoal da manutenção não prioriza cuidar do equipamento e até algumas tripulações não ligam o Flight Recorder durante o check por acharem pouco importante, ou por saberem estar quebrado, etc. Bem, se fosse um atentado, certamente teria sido muito mais fácil ter derrubado a aeronave em pontos mais desertos da rota, a qual inclusive passa sobre o litoral, onde não há possíveis testemunhas e a recuperação de destroços para a investigação seria bem mais difícil. Lembremos também que o avião havia arremetido, ou seja, já tivera uma chance de pouso sem que nenhum míssil, bomba ou algo assim tivesse impactado a aeronave. Como piloto com mais de 2500 h voadas, eu não deveria, mas vou dar uns “chutes”: 

1) Desorientação espacial dos tripulantes (é estranho para uma tripulação habilitada como a que voava a aeronave, mas ocorre, e um dos pilotos havia colocado no facebook que estava muito cansado por estar trabalhando bastante em face da agenda cheia do candidato…cansaço nos leva a tomar decisões equivocadas ou mais lentas durante o voo, sendo que algumas decisões devem ser tomadas em questão de poucos segundos).
2) Alguma pane mecânica no momento da arremetida (apagamento de um dos motores, ou incêndio, perda de alguma superfície móvel – flap, profundor, leme…).
3) Pássaro sugado por motor.
4) Colisão com algum objeto no ar (falou-se que havia operação de VANT em área próxima).
5) Poderia citar ainda algum componente meteorológico, como uma microburst ou uma windshear, mas no momento do acidente em Santos apenas havia vento moderado e uma garoa típica de São Paulo, não havia condições tão críticas a ponto de desestabilizar a aeronave.

Cito, ainda, que a Base de Santos não tem torre, apenas AFIS, que é uma espécie de estação rádio que apenas repassa algumas informações ao piloto, como o vento no solo, condições da pista, etc, não presta um “serviço de controle de tráfego” propriamente dito, por assim dizer…tanto que até o início do procedimento de aproximação por instrumentos (IAC)a aeronave estava com o APP de São Paulo. Isto também é um fator de dificuldade para a operação, não ter um “apoio” de um controlador até tocar no solo. De resto, deixemos o CENIPA investigar, mas atentado é uma hipótese bem remota.
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