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Segundo Força Aérea, investigação é considerada procedimento de rotina.
Além de horas trabalhadas, serão verificados exames e documentação.
Filipe Matoso
Do G1, em Brasília
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou nesta quinta-feira (14) que investigará se os pilotos do avião que caiu em Santos (SP) nesta quarta (13) e matou o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) voaram por mais tempo do que a legislação atual permite. O piloto Marcos Martins disse em seu perfil no Facebook estar “cansadaço” cinco dias antes do acidente.
Em 8 de agosto, ele escreveu: “Cansadaço, voar voar e voar . E amanhã tem mais.” Martins tinha um perfil ativo na rede social e fazia comentários com frequência sobre sua rotina e viagens.
Conforme a Lei 7.183/84, que regula a profissão de pilotos, os profissionais devem ter jornada de trabalho de 11 horas (desde a hora em que se apresentam para o trabalho até a hora em que o mesmo é encerrado) no caso de tripulação mínima ou simples – de até duas pessoas, como era o caso do avião de Campos. Dentro dessa jornada, no entanto, os pilotos podem voar durante 9h30 e ter cinco pousos.
A mesma lei estabelece que o repouso da tripulação deverá ter “duração diretamente relacionada ao tempo da jornada anterior”. No caso de uma jornada de 12 horas, por exemplo, o repouso terá até 12 horas. Durante o tempo do repouso, que deve ser ininterrupto, o piloto fica desobrigado da prestação de qualquer serviço.
Conforme informou a assessoria da FAB, o procedimento é considerado de rotina, uma vez que as investigações deverão levar em consideração diversos aspectos relacionados aos pilotos que conduziam o avião usado por Campos, como os exames mais recentes apresentados por eles, documentação e rotinas de voo.
Nesta quinta, o Sindicato Nacional do Aeronautas (SNA) quer que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apure se o cansaço relatado pelo piloto Marcos Martins na internet pode ter sido uma das causas do acidente em Santos.
Histórico dos pilotos
Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião envolvido no acidente não possuía qualquer histórico de problemas. A aeronave, segundo a Anac, foi fabricada em 2010.
Os dois pilotos, Marcos Martins e Geraldo Magela Barbosa, estavam com as licenças de pilotagem válidas. Ambos tinham mais de 1,5 mil horas de voo e nunca se envolveram em acidentes.
G1/montedo.com
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