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Os cargueiros a serem produzidos voarão para a Força Aérea Brasileira
A Embraer assinou com o governo brasileiro nesta terça-feira o primeiro contrato para produção em série do cargueiro KC-390, em um negócio estimado em 7,2 bilhões de reais que inclui suporte logístico, peças sobressalentes e manutenção. Segundo a Embraer, as entregas do KC-390 ao governo começarão no fim de 2016 e se estenderão por 10 anos.
– Esse contrato assinado aqui hoje… é estratégico para a Embraer… na medida que mostra o horizonte no qual essa empresa vai se desenvolver. Mostra também que a partir de agora nós temos melhores condições de transformar o KC-390 num produto que será vendido em todas as partes do mundo – afirmou a presidente Dilma Rousseff em discurso na cerimônia de inauguração do hangar da futura linha de montagem da aeronave.
O KC-390 é um projeto conjunto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB) firmado em 2009. Além do pedido da FAB, existem intenções de compra de 32 aeronaves por Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Tcheca. A Embraer disse que a encomenda do governo brasileiro entrará em sua carteira de pedidos apenas após documentação complementar de contrato, o que deve ocorrer em 90 dias.
Logo após o anúncio do contrato com o governo brasileiro, as ações da Embraer aceleraram a alta na bolsa paulista. Às 13h18, o papel da empresa subia 1,88%, a R$ 18,97, contra valorização de 0,62% do Ibovespa. Num período de 10 anos, a Embraer vê um mercado potencial de mais de 700 cargueiros do porte do KC-390, no valor de US$ 50 bilhões.
O KC-390 é o maior avião já desenvolvido e fabricado no Brasil. O cargueiro representa uma importante diversificação de receita para a Embraer, que tem buscado ampliar o peso da aviação executiva e de defesa em seu resultado para suavizar o impacto das oscilações mais bruscas nos negócios na aviação comercial.
As aeronaves KC-390 que serão entregues à Força Aérea substituirão o C-130 Hercules, da norte-americana Lockheed Martin, atualmente na frota da FAB. Os primeiros voos do KC-390 estão programados para o fim deste ano.
Em seu discurso, Dilma também ressaltou a importância para o país da parceira entre FAB e Embraer, que afirmou ser “fundamental” para o Brasil. A presidente destacou os empregos qualificados que serão gerados com a produção da aeronave. Segundo Dilma, gerar empregos de qualidade é a motivação maior das políticas de estímulo à indústria e o melhor caminho para o desenvolvimento do país.
– Vamos produzir aqui, além de aviões, vamos produzir desenvolvimento com mais empregos, melhores empregos – afirmou.
Correio do Brasil/montedo.com
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