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Greve da PM na Bahia estaria motivando Dilma a enviar o exército para as ruas de Cuiabá

Greve da Polícia Militar na Bahia foi marcada por ruas vazias e saques a lojas em Salvador
Greve da Polícia Militar na Bahia foi marcada por ruas vazias e saques a lojas em Salvador (Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde)

Katiana Pereira

Após a greve geral deflagrada pela Polícia Militar do estado da Bahia, o Palácio de Planalto estaria monitorando o risco de novas greves de policiais militares em estados que irão sediar partidas da Copa do Mundo, entre eles Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Amazonas. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, que revelou ainda que uma das alternativas seria o envio de tropas do Exército para atuar na segurança.
Em Mato Grosso, a informação já começou a circular por meio de mensagens trocadas via aplicativo WhatsApp. No entanto, nenhuma fonte oficial confirmou a situação, que seria ordem expressa da presidente Dilma Rousseff, segundo a publicação na coluna Painel.
Durante os quase dois dias de greve no estado Bahia – movimento que foi encerrado nesta quinta-feira, 17 – foram registrados casos de desordem, saques e uma onda de violência. Só na Grande Salvador, o número de homicídios contabilizados nesse período, relacionado à falta de policiamento nas ruas, chegou a 59 durante a greve – seis vezes mais do que normal, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. Foram registrados ainda nas delegacias um total de 159 roubos de veículos durante a paralisação da Polícia Militar da Bahia. A média diária desse tipo de crime é de 30.
A greve acabou após um acordo entre o governo e os grevistas. Foi concedido um aumento de 6% aos policiais por meio do reajuste de uma gratificação por trabalho especial – o salário-base de um PM na Bahia é de R$ 2,3 mil. Além disso, o governo aceitou rever o plano de cargos e salários da polícia e a proposta de Código de Ética da PM, que havia sido enviado à Assembleia.
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