Com a experiência de quem ajudou a planejar a ocupação do Alemão, o general da reserva Fernando José Sardenberg diz que agora o Exército já tem expertise em favelas
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| General Fernando Sardemberg comandou a Força de Paz no Complexo do Alemão Gabriel de Paiva / Agência O Globo (9-12-2010) |
Vera Araújo varaujo@oglobo.com.br
O que os militares do Exército podem fazer durante a vigência das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)?
A GLO é constitucional e nos garante o trabalho de polícia. Para atuar numa comunidade, é importante grupamento de força, um efetivo grande, uma companhia, uma batalhão. Nós fazemos treinamentos regularmente. Temos capacidade de manter a ação o tempo que for preciso, ficar por lá. Pela GLO, podemos patrulhar, fazer revistas e efetuar prisões. Na época do Alemão, conseguimos um mandado de busca coletivo, o que permitiu que entrássemos em qualquer casa. Isso dificilmente é concedido, porém é fundamental, pois o bandido pode constranger as famílias na tentativa de se esconder das forças de pacificação. Mas o mais importante foi que as pessoas, ao verem a seriedade do trabalho, permitiam que revistássemos. É preciso criar uma relação de confiança.
Como estabelecer esta confiança?
Criamos um Disque-Denúncia próprio e estávamos sempre reunidos com moradores, igreja e a sociedade civil. Fazíamos patrulhas dia e noite, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados. Só o Exército tem esta capacidade. Tínhamos também uma equipe de controle de danos. Se, por exemplo, uma das nossas viaturas encostasse no muro de uma casa, mandávamos consertar na hora. A população precisa ter confiança para que haja continuidade no trabalho. A colaboração é algo que tem que ser conquistada pelas forças de pacificação.
É mais difícil ocupar a Maré do que o Alemão?
Difícil não é. A complexidade maior vem da ausência do estado durante anos nas comunidades. Todos os comandantes da Força de Pacificação que passaram pelo Alemão produziram um trabalho que deu origem a um relatório de 600 páginas. Então, já temos a expertise. O Alemão tinha uma topografia que dificultava o patrulhamento. Já a Maré é plana e já tem locais de apoio, como o 24º Batalhão de Infantaria e o quartel do Bope.
Como deverá ser o planejamento da operação na Maré?
A primeira coisa que tem que ser regulado é o que o governo quer de nós. No início das ações do Alemão, o pedido foi o cerco. Depois evoluiu para a ocupação e pacificação. Tem que entrar com um efetivo grande, de 3 a 4 mil homens. Antes de ocupar, é preciso fazer um trabalho de planejamento e inteligência, com fotos aéreas da região e informações de lá de dentro. Depois é dividir a região por áreas de comando. Quando planejamos o policiamento nos complexos do Alemão e da Penha, criamos cinco bases em cada uma destas regiões. Depois disso, é patrulhar todos os becos e vielas. Na minha época, não ficou um metro quadrado sem ser revistado.
Corpo a corpo (O Globo)/montedo.com

Respostas de 6
Montedo se se interessar em publicar uma idiotice dessa fique a vontade mas eu queria saber como é que dão voz a uma pessoa que fala uma merda desta!
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/25/ditadura-tinha-vinculos-com-nazistas-diz-integrante-da-comissao-da-verdade.htm
25/03/2014 (QUEREM ACABAR COM AS FFAA)
Tiroteio: Vereador reclama de barulho de disparos à noite em quartel de JP
Zezinho Botafogo (PSB) disse que moradores de áreas adjacentes ao Quartel do 15º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado em Cruz das Armas, estão se sentido perturbados.
O vereador Zezinho Botafogo (PSB) descreveu, em seu pronunciamento na sessão ordinária desta terça-feira (25), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), um problema enfrentado pelos moradores de áreas adjacentes ao Quartel do 15º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado em Cruz das Armas, na Capital. Segundo o parlamentar, é comum ouvir disparos de armas no período noturno, o que tem perturbado a comunidade.
Zezinho Botafogo lembrou da importância do Quartel do Quinze, como é conhecido, na história da região, mas defendeu que também é preciso adequar as atividades militares à rotina da sociedade. “Já aconteceu de, às 23h15, ocorrerem disparos, e não só os moradores da região, mas pessoas que vivem longe dali também ouviram. Os moradores não conseguem dormir”, observou.
O vereador disse que pretende acionar órgãos de fiscalização para cobrar a diminuição ou o fim do barulho de disparos à noite. “Da mesma forma que casas de show devem fazer silêncio, outros estabelecimentos também têm que cumprir essas normas”, defendeu.
Em aparte, o vereador Chico do Sindicato (PP) se acostou à iniciativa do colega de procurar os órgãos competentes para cobrar soluções para o problema. Ele confirmou que até em bairros mais distantes, como o Cristo, é possível ouvir os disparos de fuzil.
Zezinho Botafogo ainda sugeriu que o Quartel do Quinze poderia ser transferido para outro espaço da Capital, liberando a área em Cruz das Armas para a construção de equipamentos públicos para a comunidade. “É preciso que os poderes públicos observem a viabilidade do Quartel naquela localidade”, disse. O vereador Bira (PT) concordou: “Essa desapropriação vai trazer tranquilidade à população e pode servir para a construção de um complexo imobiliário naquela área, que é muito habitada e carece de espaços para construção de moradias”, argumentou o petista.
Já o vereador Sérgio da SAC (PSL) apresentou como contraponto a essa medida a necessidade de manutenção do patrimônio histórico de João Pessoa, com a preservação daquela construção. “Sugiro que se faça um apelo ao coronel para que esses tiros não sejam realizados à noite, mas o Quartel do Quinze é uma marca da história da Paraíba e do Brasil”, concluiu.
Érika Bruna Agripino
Ocupar a Maré vai ser "molezícula"!!! Já tá tudo acertado mesmo!! Quero ver ir agora lá na Ilha, no morro do Dendê e dizer ao Fernandinho Guarabu que ele perdeu e que ele não pode mais ostentar fuzis e armamentos pesados, pois isso pode assustar as pessoas. tah tudo nessa reportagem da veja é só ir lá conferir! http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/e-tudo-isso-bem-ao-lado-do-galeao
O poder de fogo das Forças Armadas está concertando a burrado de anos dos governadores. Está na hora de sermos valorizados.
Molezinha porque quem irá subir o morro serão os praças !! Queria ver uns generais na linha de frente !! As forças Armadas nesta hora são importantes mas na hora de ter os salários corrigidos,são desnecessários !!
"ocupar a maré vai ser facil, pois missão dada é missão cumprida!"
Dificil mesmo será a luta pelos nossos salarios mais dignos ESSA MISSÃO O GOVERNO NAO CUMPRE!