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Área registra conflitos após desaparecimento de três pessoas.
Comando Militar da Amazônia quer fazer balanço da situação.

Índios estavam em quartel no município de Humaitá desde o dia 25 deste mês (Foto: Divulgação/54º BIS)
Índios estavam em quartel no município de
Humaitá (Foto: Divulgação/54º BIS)
Larissa Matarésio
Do G1 AM
Um comitiva composta por autoridades militares deve se reunir com lideranças indígenas do Sul do Amazonas na tarde desta segunda-feira (6). O comboio saiu de Humaitá, a 590 km de Manaus. Desde dezembro a área registra conflitos gerados após o desaparecimento de três pessoas na rodovia Transamazônica (BR-230). A população culpa os índios da etnia Tenharim pelo sumiço.
Participam da missão o comandante-geral do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Villas Bôas, o comandante do 14º Batalhão [14ª Brigada] de Infantaria de Selva (BIS) de Rondônia, general Poty, além do comandante do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) de Humaitá, Antônio Prado.
O comandante Villas Bôas, que coordena a ação, chegou a Humaitá por volta de 11h30 desta segunda para uma reunião com os demais comandantes. Ele explicou que a intenção dos militares e ir às aldeias para verificar se os indígenas estão precisando de alimentos ou outros serviços, situação relatada pelos moradores do local.
“Meus objetivos aqui são bem amplos, vou fazer um balanço do quadro geral da situação. Também pretendo manter contato com tropas locais e prestar auxílio a órgãos que realizam buscas pelos desaparecidos. As equipes estão ajudando nas buscas de selva, junto com demais órgãos de segurança”, disse.
O comboio partiu da orla da cidade de Humaitá, por volta das 14h15 (hora local). O tempo de viagem é estimado em cerca de duas horas. O acesso até a região das aldeias, localizadas na estrada do Distrito de Santo Antônio do Matupi, é feito por balsa.
De acordo com o CMA, o Exército foi enviado ao Sul do Estado para prestar apoio logístico à região do conflito, com o transporte de alimentos e pessoas. Ao todo, cem homens do Exército de Humaitá estão dando apoio à operação.
Segundo quartel, indígenas estavam felizes com retorno a aldeias (Foto: Divulgação/54º BIS)
Indígenas retornaram para aldeias após conflitos
(Foto: Divulgação/54º BIS)
Conflitos
Desde o fim de 2013, a área localizada no sul do Amazonas vive dias de instabilidade por conta de protestos violentos que já resultaram na depredação de prédios e bens públicos de órgãos relacionados a políticas públicas voltadas aos povos indígenas, além de ameaças a um grupo de indígenas que estava na cidade e ficou dias abrigado em quartel do Exército.
Postos de pedágios na Transamazônica, no trecho dentro da reserva Tenharim, também foram destruídos. Fazendeiros defendem a instalação de um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na localidade.
Recomendação
Informações de que indígenas Tenharim estariam enfrentando a falta de comida e problemas de saúde em suas aldeias levaram o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) a expedir uma recomendação para garantir atendimento médico e fornecimento de medicamentos aos índios, na última sexta-feira. A recomendação foi encaminhada aos Municípios de Humaitá e Manicoré, ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Porto Velho e à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Os órgãos e prefeituras devem, em articulação com a Fundação Nacional do Índio (Funai), providenciar o atendimento médico e o fornecimento de medicamentos aos índios da terra indígena Tenharim Marmelos.
G1/montedo.com
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