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Joe Barbella e Marsha Kreuzman moravam na mesma área de Nova Jérsei, nos Estados Unidos
Lívia Pereira
Quase 70 anos depois de ter sido resgatada de um crematório nazista, Marsha Kreuzman, hoje com 90 anos, reencontrou o soldado americano que a resgatou da morte. “Eu quis beijar a mão dele e agradecê-lo”, ela disse. “Desde o momento que eu fui libertada, eu quis agradecer, mas não sabia a quem”.
Na época do resgate, Kreuzman já tinha perdido seus pais e o irmão. Após a morte da mãe, o resto da família foi levado para o Plashov, um campo de trabalho, construiído em cima de dois antigos cemitérios judeus. Lá, ela relembra, aqueles que não estavam aptos a trabalhar eram punidos ou mortos. “Se eles fossem capazes de trabalhar, eles eram capazes de ficar vivos”, diz Michael Riff, diretor do Centro de Estudos sobre Holocausto e Genocídios, da Faculdade de Ramapo.
No dia 5 de maio de 1945, soldados americanos invadiram o campo. “Quando nós chegamos lá, nós vimos que todas essas pessoas estavam apenas pele e osso”, diz Joe Barbella, hoje com 93 anos, e responsável por carregar Marsha até um hospital.
Sobreviventes de Mauthausen saúdam os soldados da 11ª divisão blindada do terceiro exército dos EUA,
 um dia depois de sua libertação real.
Depois da guerra, Barbella voltou para os Estados Unidos e construiu sua vida ao lado da esposa, Anne, em Union Township (Nova Jerséi). Kreuzman passou alguns anos da Inglaterra, até se mudar para Union Township, em 1952, com seu marido.
Durante anos ela tentou procurar contatos dentro do exército americano, mas sem sucesso, até que em outubro de 2013 ela se deparou com o anúnico do aniversário de casamento de 65 anos de Barbella. “Um veternado da II Guerra Mundial, Joseph serviu na 11th Armored Division, a qual liberou o campo de concentração de Mauthausen,” dizia o anúncio.
Desde o momento que se encontraram, Barbella diz que parece conhecer Marsha há anos e ambos se tornaram rapidamente grandes amigos. Na semana do Natal, ela fez um jantar especial para o veterano e sua família, além de dar um presente a ele. “Ele me merece ser honrado”.
Com informações do NJ.com.
adminstradores/montedo.com
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