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Buscas por desaparecidos continuam em reserva indígena, no Sul do AM
Três homens que sumiram na rodovia Transamazônica são procurados.
Buscas devem ser retomadas na manhã do domingo (29).
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Exército presta apoio logístico à operação (A Crítica-AM)
Do G1 AM
A ação conjunta entre órgãos de segurança para realização das buscas de três homens desaparecidos na BR-320 (rodovia Transamazônica) foi interrompida na noite deste sábado (28), após o anoitecer. As buscas foram retomadas na manhã deste domingo. Iniciada às 13h do sábado, a operação não obteve resultados no primeiro dia. Cerca de 400 homens do Exército, Polícia Federal, Força Nacional, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal participam. A ação ocorre na reserva dos índios Tenharim, que fica localizada entre os municípios de Humaitá, Apuí e Manicoré, no Sul do Amazonas.
As equipes paralisaram a procura no começo da noite. “É uma área muito extensa e as buscas são impossibilitadas à noite, devido a baixa visibilidade”, afirmou o tenente coronel Carlos Torres, do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS).
Na manhã deste sábado, representantes da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e demais autoridades policiais envolvidas se reuniram no quartel do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Humaitá, município do Amazonas a 590 km de Manaus. No encontro, foram definidos detalhes da operação, que é coordenada pela Superintendência da Polícia Federal em Rondônia. Em seguida, as autoridades sobrevoaram a área em um helicóptero.
Segundo o secretário titular da SSP-AM, coronel Paulo Roberto Vital, a situação na região no sábado é mais tranquila. Porém, os moradores de Humaitá relatam que existe um clima de medo pela possibilidade de confrontos entre índios e moradores do município.
Conflitos
Na sexta-feira (27), um grupo de madeireiros e fazendeiros ateou fogo em uma área de pedágio e casas de apoio localizadas em uma aldeia indígena situada na área do município de Manicoré, no Sul do Amazonas, segundo a Polícia Militar (PM). O Exército informou que 143 indígenas estão abrigados no quartel do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Humaitá.
Entre o grupo há adultos, adolescentes e crianças. Os índios recebem segurança depois que as unidades da Funai foram incendiadas por um grupo de pessoas que cobra agilidade nas buscas por homens desaparecidos. Parte dos índios abrigados recebia atendimento médico em uma unidade de saúde que também foi incendiada.
G1/montedo.com
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