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José ‘Pepe’ Mujica, presidente do Uruguai
(Wikipédia)
O Uruguai retirará em breve parte de suas forças de paz no Haiti, disse nesta sexta-feira o presidente José Mujica, que ratificou a decisão de seu país de deixar de integrar a Minustah.
“O Uruguai continua mantendo sua decisão de ir embora e vai retirar por esses dias parte de suas forças, que não vai repor”, informou Mujica em seu programa de rádio semanal “Habla el presidente”, em que enumerou os temas tratados em seu encontro no domingo com a presidente Dilma Rousseff.
Mujica afirmou que conversou com a presidente brasileira sobre o Haiti, onde acompanha o Brasil e outros países há quase 10 anos com uma força expedicionária, na tentativa de ajudar essa sociedade que passou por profundas crises, inclusive por um terremoto devastador.
“Manifestamos, e nisso concordamos com a senhora presidente, que não podíamos nos transformar em uma espécie de guarda pretoriana, se o governo desse país não evolui para realizar eleições e, finalmente, se não conseguem, com rapidez, saídas de caráter institucional por um lado e por outro, pôr em funcionamento uma polícia interna do Haiti que assuma o comando da segurança”, acrescentou.
“Se em 10 anos não podemos resolver essas questões, evidentemente, nos parece que o caminho tem que ser outro”, explicou Mujica.
O presidente uruguaio disse que o tema será discutido com representantes de todos os países que contribuem com tropas à Missão de Estabilização para o Haiti (Minustah), comandada pelo Brasil, mas ratificou que o Uruguai mantém sua decisão de deixar de integrar essa força de paz.
O Uruguai – o país que mais contribui com as forças de paz da ONU em relação a sua população – tem atualmente no Haiti 840 oficiais do Exército e uma centena da Marinha. (AFP)
Terra/montedo.com
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