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Notícia recuperada (10 out)
Brasil, um país de quase todos

Ari Cunha
Uma resolução inédita no Brasil gera revolta. A notícia chegou pelas mãos de Fernando Gomide, em artigo assinado pela sra. Lena Castello Branco. O caso é gravíssimo. Vamos supor uma situação imaginária para as próximas Olimpíadas no Brasil, em que o país resolvesse quebrar as regras mundiais e execrar a disciplina e a superação dos atletas, distribuindo igualmente medalhas de ouro, prata e bronze, limitando o reconhecimento aos melhores, como forma de destacar os piores. O princípio seria do equilíbrio, mesmo que o mérito fosse sacrificado. Além de estapafúrdia, a ideia é um engodo. O que está claro é que não há necessidade de esforços maiores no esporte. Assim, o Brasil e outros países sem destaque ocupariam o pódio mais vezes, em uma fantasia nociva, simulando a vitória. Agora, à situação real. 
O que parece absurdo aconteceu e foi chancelado pelo governo federal, mais precisamente pelo Ministério da Educação. Como os alunos do Colégio Militar, que é público, estavam se destacando demais nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática para Escolas Públicas (Obmeps), a alternativa do governo federal foi inusitada. Continua-se com o mesmo investimento vergonhoso na educação e limita-se a 20% o número de medalhas a serem atribuídas aos alunos vencedores do certame, quando forem representantes de escolas públicas ditas “seletivas”. Essas incluem os colégios militares, os colégios de aplicação e instituições similares – todos eles, estabelecimentos públicos de reconhecida eficiência. As demais escolas públicas, que precisavam suar para alcançar os melhores, não precisam mais. (Circe Cunha) (R.A.)
Visto, Lido e Ouvido (Correio Braziliense), via cipling MP/montedo.com
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