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Petroleiros criticam presença do Exército em leilão: ‘É lamentável’.
Sindicados dos trabalhadores do sistema Petrobrás estão em greve desde a última quarta-feira

André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro
Em greve por tempo indeterminado desde a noite da última quarta-feira, trabalhadores do Sistema Petrobrás, próprios e terceirizados, são contra a presença do Exército na proteção para com o leilão do campo de Libra, que a estatal realiza na próxima segunda-feira, num hotel na zona oeste do Rio de Janeiro.
De acordo com o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, a presença dos militares para a segurança o evento, diante dos ânimos acirrados, “é algo lamentável. O Exército brasileiro deveria ser usado para defender o povo, e será usado para um leilão como esse”.
A pedido do governo federal, cerca de mil homens do Exército serão deslocados para a região da Barra da Tijuca ainda no domingo para garantir a realização do contestado leilão do campo de Libra – já estudado e com a certeza de que a empresa vencedora terá óleo em abundância para exploração.
“Este campo de Libra é o maior já descoberto no Brasil, já foi mapeado e nenhum país soberano leiloa isso. Não há riscos. Não há porque buscar sócios se temos a melhor empresa (Petrobras). É transferência de patrimônio”, voltou a criticar Moraes.
De acordo com o sindicato, 40 plataformas de exploração em todo o Brasil estão paralisadas. Está previsto um grande ato dos grevistas para segunda-feira. Ao contrário do ocorrido com os professores em greve na rede pública de ensino do Rio, a FUP não prevê a participação dos Black Blocs.
“Isso não fez parte do nosso debate. Nossas alianças são com entidades conhecidas com as centrais sindicais, que apoiam a nossa luta. Sem qualquer juízo, não estou julgando, mas não foi tema de nenhuma reunião nossa a presença deles”, enfatizou o coordenador geral da FUP.
Terra/montedo.com
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