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E-mail nacional não resolverá questão de espionagem
O general José Carlos dos Santos, chefe do Centro de Defesa Cibernética do Comando do Exército, afirmou nesta quarta-feira, 02/10, aos parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que as vulnerabilidades verificadas hoje nos sistemas cibernéticos brasileiros têm como causa principal a dependência da tecnologia estrangeira – e não serão superadas de imediato.
Disse ainda que a atuação colaborativa do governo com universidades e empresas, entre outros, já mostra resultados, como a elaboração de um simulador de defesa cibernético e um antivírus. Mas o general defendeu a criação de uma agência nacional de segurança cibernética para regular e coordenar o setor. O general José Carlos dos Santos defendeu ainda, enfaticamente, a aprovação do Marco Civil da Internet, em tramitação na Câmara. Ele disse também que a sociedade brasileira, de maneira geral, não se preocupa com a proteção dados sensíveis, pessoais ou não. [montedo]
Por sua vez, o diretor da Safernet Brasil, Thiago de Oliveira, disse que a criação de um sistema de e-mails na Empresa Brasileira de Correios para aumentar a segurança da comunicação dos brasileiros não resolve o problema da espionagem. Ele lembrou que existem outras brechas, como a instalação de softwares espiões que interceptam a mensagem assim que ela é escrita.
Segundo ele, também não há como proteger os dados de remetente, destinatário e assunto. A criação do e-mail foi anunciada pelo governo após as denúncias de espionagem de autoridades brasileiras pelo governo americano, que motivaram a audiência pública de hoje. Thiago de Oliveira lembrou que já existe um software italiano que, uma vez instalado em smartphones e computadores em geral, toma o controle dos aparelhos. No caso dos celulares, pode transformá-los em terminais de escuta em tempo real.
General José Carlos dos Santos aponta falta de recursos e pessoal
O diretor da Safernet, organização não governamental dedicada ao combate a crimes na internet, defendeu a existência de rubricas específicas no Plano Plurianual para a defesa cibernética. Ele comentou que apenas o orçamento secreto da área de inteligência do governo dos Estados Unidos é de 52,6 bilhões de dólares, com 107 mil pessoas trabalhando. Fonte: Agência Câmara
Convergência Digital/montedo.com
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