Professora do Colégio Militar de Porto Alegre afastada por se recusar a usar livro de história ganha na Justiça direito de dar aulas

Professora do Colégio Militar afastada por se recusar a usar livro de história ganha na Justiça direito de dar aulas
Por criticar uso de livro “pró-ditadura”, professora foi realocada para outra função na escola
Uma professora do Colégio Militar de Porto Alegre conseguiu na Justiça Federal o direito de retomar suas atividades na instituição após ser afastada por se opôr ao uso de um livro de história em sala de aula.
De acordo com Silvana Schuler Pineda, as obras da “Coleção Marechal Trompowsky” esconderiam assassinatos e violações aos direitos humanos que ocorreram entre 1964 e 1985, durante o Regime Militar.
Conforme o processo conduzido pelo juiz federal Gabriel von Gehlen, após criticar o uso dos livros, a professora foi realocada para outra função com carga horária distinta. Ela, que integra o quadro de servidores civis da escola, entrou com o processo em maio deste ano.
Em sua decisão, tomada no início deste mês, o magistrado afirmou que a instituição deveria ter aberto um processo administrativo conforme manda a lei. E não ter afastado a funcionário de sua função. Em seu despacho, o juiz anulou o boletim que determinou o afastamento e a professora poderá voltar às aulas após o fim do recesso escolar de julho.
De acordo com diretor de ensino da instituição, o comandante Francis de Oliveira Gonçalves, a decisão judicial será cumprida e ainda não se sabe se a escola entrará com recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
— Não vamos entrar no mérito da questão da opinião da professora. Decisões judiciais estão aí para serem cumpridas. A vida seguirá normalmente lá no colégio — afirmou o diretor.
ZERO HORA/montedo.com

21 respostas

  1. AI ESTA UMA PROVA DO R QUERO E O NÃO EXISTIR DA TAL ASSESSORIA JURIDICA, QUE GOSTA DE SE MOSTRAR BOÇAL E SOBERANA MAS QUE NA PRATICA SÃO R2 DE 4 SEMANAS E PARENTE DE ALGUEM. A INCOMPETENCIA FOI TOTAL E GERAL, DOU GARGALHADAS. PARA FECHAR O PANO, IRAM APURAR O RESPONSAVEL E PUNIR UM SGT.

  2. Essa professora, comunista de araque, deveria pedir demissão e ir trabalhar em alguma das centenas de escolas do MST em algum assentamento país afora. Se quer trabalhar em um COLÉGIO MILITAR deve seguir a cartilha militar. Ainda bem que não estou em POA e meus filhos não estudam no CMPA. Imaginem o que essa professora pretende ensinar aos alunos…

  3. Foi feita a justiça esses "comandantes boçais" tem que tomar vergonha na cara e seguir a lei e respeitar os direitos dos outros, tomará que agora ela entre com representação contra esse "comandante"

  4. O que acontece, na maioria das ocasiões, é o fato de que os "brucutus" atropelam os 2Ten que os assessoram (aos quais os cmts chamam de garotos)…

    O resultado está aí: Não querem "ouvir" esses "garotos" que estão ali para assessorá-los, então têm que "obedecer" decisões de tribunais.

    Ignoram o quanto isso macula a imagem da Instituição Militar perante a opinião pública, pois, reforçam a truculência militar e levantam as seguintes questões: Se hoje, agem assim… Como não deveria ser quando detinham o poder? É de se imaginar quantas pessoas não tiveram seus direitos totalmente ignorados sob a governança militar.

  5. O colégio tem o direito de utilizar qualquer fonte de material que achar necessário. A opinião pessoal da professora não deve ser maior do que uma norma da instituição ao qual pertença. A assessoria jurídica falhou neste caso porém acredito que a professora precise procurar uma instituição com os livros que ela considere adequados e não tentar mudar uma organização militar e utilizar a lei como meio para tal.

  6. Muitos companheiros estão cheio de magoas, assim não vamos a lugar algum, por isso estamos na situação que estamos, essa professora deveria procurar outro local para trabalhar, afinal de contas um colégio militar deve ser incompatível com as crenças da mesma, em qualquer universidade brasileira a parcialidade contra as FA é nítida, porque temos que ser isentos se os estabelecimentos civis de ensino não o são? Obras militares só se referem a transamazônica e as outras? Eles esqueceram! Portanto caros companheiros, devemos ser mais unidos ou permaneceremos eternamente nessa situação ridícula na qual nos encontramos e muito disso é culpa exclusivamente nossa. Não bastou o tapa na nossa cara da Isenção de crime de greve das policias militares pelo Brasil afora, onde na grande maioria dos integrantes das Policias Militares recebem (ganham) bem mais que nós na atualidade, pessoal sejamos mais corporativistas, a começar pelas próximas eleições, vamos votar só em candidatos militares e fazer com que nossos parentes façam o mesmo.

  7. É brincadeira isso professora comunista no Colégio Militar, que absurdo. Tira ela das salas de aula e coloca em um função adm, tipo tomar conta da pocilga do CM, ate ela pedir para sair. Ridiculo

  8. Possivelmente não foram adotadas as medidas administrativas necessárias ao caso, antes de chegar a via judicial.
    Entretanto, não cabe a professora tentar mudar, ao seu bel prazer,o cronograma, bem como, censurar o uso de material didático adotado pela instituição,baseada apenas em seu entendimento unilateral da história do Brasil. Seria de bom grado,que a professora, até mesmo para satisfazer seu ego, procurasse uma instituição que comungue de seus ideais, e conte a história do Brasil ao seu modo. Vítor Soares Ferreira – Natal, RN.

  9. Isso muito se assemelha ao episódio ocorrido lá mesmo em Porto Alegre no colégio particular católico La Salle Pão dos Pobres. Se não me engano, na ocasião, um professor não católico foi demitido por se recusar a seguir as orientações pedagógicas cristãs da instituição. Particularmente eu acredito que um profissional que aceite um emprego em qualquer local deve estar disposto a seguir as regras impostas, caso contrário deveria pedir demissão.
    Infa Brasil!

  10. Anônimo das 17:49

    Acho que por terem feito o que vc sugere foi que ela entrou – e ganhou (pelo menos em 1a instância)- na Justiça. A verdade é que temos de aprender a viver com a diversidade, mas isto também não significa que a professora possa escolher o que bem entende para ensinar. Ora bolas, um bancário não pode se recusar a realizar um empréstimo pq o banco em que trabalha cobra juros altos e injustos, no seu entendimento… Acredito que tenha havido falta de bom senso de ambas as partes. E se a Justiça quer que se faça um procedimento administrativo (sindicância) para o afastamento da professora de suas funções, pq o CMPA não o fez ainda? "O Direito não protege quem dorme", não é mesmo?

  11. COMENTARISTAS,O CASO NÃO É A ORIENTAÇÃO POLITICA DA PROFESSORA E SIM O MODO QUE PROCEDERAM. O JUIZ SIMPLISMENTE MANDOU CUMPRIR A LEI, ABRIR UM PROCESSO ADM, QUE PODE ATE DEMITIR O FUNC.. COMO TUDO FOI FEITO SEM AMPARO LEGAL TOMARAM UM TOCO E O JUIZ AO ESCREVER O DEVE SER FEITO DEU UMA AULA AOS ILUSTRES SABIOS DO COLEGIO MILITAR. PRECISA TRADUZIR QUE O MERITISSIMO OS CHAMOU DE BURROS????

  12. Não é questão de de ser pró ou contra. A questão é que nossos filhos merecem a verdade, e não as mentiras e fantasias determinadas em portarias e regulamentos. Merecem estudar e aprender a História e não as Estorias contadas por falastrões de qualquer lado.

  13. "A professora é isso", "a professora é aquilo"… Esperem aí! Alguém foi perguntar a tal professora se ela é de direita ou esquerda? Eu, por exemplo, me considero de direita, sou militar e nem por isso tento esconder o que o Regime fez ou deixou de fazer na década de 60/70. Meu pai foi militar nessa época e admite que HOUVE EXAGERO, SIM! Patética essa postura de uns e outros em tentar justificar o erro. Ora, como alguém mencionou antes, se o milico já é truculento (e quem é militar sabe como "a banda toca")por pouca coisa nos dias de hoje, o que dizer na época do Regime Militar? Eu, hein?!

  14. Agora o anônimo 10:57 disse tudo. Para ser acusado de comunista e traidor no regime militar era muito fácil. E tratavam o suspeito no melhor estilo "atira primeiro, pergunta depois".
    Ora, senhores, sabemos como as coisas funcionam hoje em dia, e não são um mar de rosas não, muito longe disso.
    E a maior culpa é dos próprios militares. Oficiais que se acham a última bolacha do pacote e chamam todos os praças de ignorantes, e praças recalcados que só sabem falar mal dos oficias, quando eles próprios levam tudo nas coxas.

  15. A coleção é adotada no Sistema Colégio Militar do Brasil, se a professora não concorda com isso, deveria pedir demissão, mas com certeza possui dedicação exclusiva, seu salário dobra, deveria trabalhar oito horas diárias todos os dias da semana, entretanto deve trabalhar só em um turno e talvez só apareça no CM para ministrar suas aulas, não vai deixar essa mamata para ralar nos sistemas educacionais municipal e estadual. Deveria ficar de bico fechado.

  16. Santos ingênuos… Em 20 anos da Chamada Ditadura a esquerda reclama 450 mortos…Atualmente, numa subida do Bope no Rio ou Rota em SP morrem 10…Os 450 cidadãos morrem por ano no Brasil…E ainda tem a cara de pau de chamar de Ditadura…Haaa as torturas… É só visitar qualquer presídio e perguntar se existem…

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