Planalto quer “despejar” militares da Esplanada

Enquanto os ministérios alugam prédios inteiros em Brasília por falta de espaço na Esplanada, três edifícios são usados pelas Forças Armadas, resquício dos antigos ministérios do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Em 1999, foi criado o Ministério da Defesa, para coordenar todos os comandos militares, mas até hoje eles ocupam os prédios. A Presidência da República ordenou a saída dos comandos para liberar espaço para novos e antigos ministérios.
Havia a expectativa de que deixassem a Esplanada até o ano passado. Mas isso ainda vai demorar um pouco mais, segundo informou o Ministério da Defesa ao Congresso em Foco. Em agosto deve sair o Comando Militar do Planalto, ligado ao Exército. A sede da força não está mais lá, mas no Setor Militar Urbano.
Já as sedes da Marinha e da Aeronáutica ainda não têm data para saírem da Esplanada, apesar de o processo de transferência estar “em curso”. A Marinha vai ser transferida para terreno ao lado da residência oficial do vice-presidente da República, o Palácio do Jaburu. O Ministério da Defesa diz que a Marinha apenas aguarda autorização para iniciar a construção.
A FAB ainda não sabe onde será sua nova sede. Falta uma decisão da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) sobre qual área será utilizada. “A Força Aérea já possui o projeto arquitetônico das novas instalações”, informou o Ministério da Defesa. O croqui será adaptado à área a ser escolhida pela Secretaria de Planejamento da União (SPU).
Despesas
Diversos órgãos da cúpula da administração federal, sobretudo aqueles criados nos dez anos de governo petista, trocaram a Esplanada por prédios alugados em regiões valorizadas da capital do país.
Sem licitação, como prevê a lei, muitos deles tiveram de deixar o tradicional cartão-postal de Brasília em busca de espaço para abrigar seus funcionários. Em alguns casos, o gasto de cada pasta com esse tipo de despesa passa dos R$ 6 milhões por ano. Ainda assim, segundo os ministérios, sai mais barato alugar do que construir ou comprar novos imóveis.
Da Esplanada “paralela” dos Ministérios, fazem parte as pastas da Pesca, das Cidades e da Integração Nacional e a Secretaria da Aviação Civil, também com status de ministério. As duas primeiras foram parar em edifícios no Setor Bancário e no Setor de Autarquias. A Secretaria de Aviação Civil se prepara para deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e ocupar dois andares num luxuoso prédio comercial ao lado do Parque da Cidade, na Asa Sul.
Os ministérios que alugam prédios fora da Esplanada disseram não ser possível, ao menos agora, usar o dinheiro do aluguel para adquirir um imóvel semelhante, o que seria mais vantajoso para o governo federal.
UOL/montedo.com

Respostas de 6

  1. Enquanto isso, reformas e mais reformas DESNECESSÁRIAS são efetuadas no prédio do Comando da Aeronáutica. Lucrativo para alguns mas lamentável para a maioria.

  2. O governo do PT é mesmo uma verdadeira farra com o dinheiro público. Não há setor onde não exista desperdício e má gestão. Só o fato de ter 39 ministérios já demonstra o que é esse governo, um sumidouro dos recursos públicos.

  3. Bem… teoricamente… antigamente (antes de 1999) existiam 3 ministérios militares que demandavam cada qual o seu espaço e efetivo militar em função das diversas atividade atinentes a um ministério. Até aí tudo bem…
    Depois foi criado o ministério da Defesa que ao meu ver foi criado para racionalizar e centralizar a administração da Defesa Nacional. Antes eram três ministérios e agora é somente um, nada mais lógico que os prédios dos EX-MINISTÉRIOS MILITARES sejam postos à disposição da Administração Pública. O que não pode ser aceito é que o Ministério da Defesa ocupe um prédio o os Comandos Militares (não tem mais status de Ministério), que por óbvio, possuem menos funções do que quando eram Ministérios, ocupem também um prédio.
    Aliás, acho que um prédio para as três Forças já estaria de bom tamanho pois o que encontramos na maioria das vezes são seções burocráticas que só se justificam pelo fato de haver muito "cacique" sem tribo para comandar e aí inventam os mais diversos departamentos e seções para alocar os "caciques" e seus respectivos "índios", que não raramente ficam "batendo cabeça" dentro das seções ao ponto de quase não haver cadeiras e mesas para todo mundo que, teoricamente, trabalha nas seções administrativas.sejam transferidos para uma localidade menor.
    Neste ponto eu não sou corporativista, não. Como brasileiro, antes de ser militar, acho que a máquina militar brasileira deveria ser enxugada de modo a manter somente as seções e departamentos que possuem atividades relevantes, assim como também deveria ocorrer com os órgãos civis.
    Vejam os exemplos do Parques Regionais do Exército e Arsenais de Guerra, eles atualmente só servem para terceirizar serviços de manutenção, pois muito pouco é executado pelos militares. Se O governo contratasse os serviços de consultoria da FGV como fez o Senado por ocasião dos escândalos envolvendo as nomeações fantasmas, veria que muitas OM das Forças Armadas são um fim em si mesmas, não prestam serviços propriamente ditos, só fazem formatura, TFM, licitação para serviços disso, serviços daquilo… e os militares logísticos que deveriam estar com a mão na massa ficam fazendo DIEX uma vez por semana.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *