Decisão sobre compra de caça não interfere em relação, dizem americanos
Flávia Foreque
BRASÍLIA, DF, 3 de junho (Folhapress) – A discussão sobre a compra de caças para a Força Aérea Brasileira não vai impactar na relação com os Estados Unidos, um dos países na disputa pela aquisição bilionária.
A afirmação é de Tom Kelly, encarregado de assuntos político militares do Departamento de Estado norte-americano, de passagem por Brasília para participar do “diálogo de cooperação em Defesa” com os EUA. “A relação [entre Brasil e EUA] é excelente”, disse hoje.
O caça F-18 Super Hornet da Boeing tem como concorrentes o francês Rafale e o sueco Gripen NG.
“Temos confiança de que temos a melhor oferta, o melhor preço e tecnologia”, disse Kelly. Segundo ele, a compra “provavelmente” será discutida durante agenda de atividades em Brasília –a plataforma de diálogo entre os dois países tem como objetivo identificar oportunidades de colaboração no campo da segurança.
Ele disse ainda que o debate sobre transferência de tecnologia dos EUA para o Brasil na compra, essencial nessa aquisição, “está resolvido”. “Todos em Washington entendem que esse é um caso importante. Da nossa perspectiva, [essa questão] está resolvida, porque estamos mostrando que vamos transferir toda tecnologia relevante para a FAB”, afirmou.
Kelly disse que os Estados Unidos têm interesse em conhecer melhor a atuação do Brasil em forças de paz, a exemplo do que vem sendo realizado no Haiti. “A demanda não está diminuindo, infelizmente”, ponderou.
Grandes eventos
O americano ainda elogiou o Brasil diante da proximidade de grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Para os EUA, o país será capaz de receber, com segurança, torcedores de todas as partes do mundo.
“Não temos nenhuma preocupação sobre a capacidade brasileira [em sediar os jogos]. Temos muita confiança no Brasil”, afirmou.
Folha/montedo.com
Respostas de 2
QUANDO ELES ESTÃO INTERESSADOS EM ALGUMA COISA, SÃO UNS CORDEIRINHOS E DIZEM COISAS COMO ESSA.E NÓS DEVEMOS ACREDITAR?
Os EUA já foram nosso maior parceiro comercial, agora estão em segundo lugar, perdendo para China.
Devemos não só criticar, mas aprender muito com os EUA no que tange a defesa dos seus interesses nacionais.