Karla Alessandra
A Câmara está analisando proposta (PL 4370/12) que aumenta o número de cargos do Exército em tempos de paz. A proposta prevê um aumento de 29 mil cargos que devem ser preenchidos gradualmente nos próximos 15 anos.
Atualmente, o número de oficiais, de subtenentes e de sargentos do Exército brasileiro já está no limite máximo autorizado. Mas o contingente não está sendo suficiente para desenvolver as atividades atribuídas ao Exército.
A proposta do Ministério da Defesa tem por objetivo aparelhar o Exército para cumprir suas funções, entre elas, a formação de unidades para os novos blindados; a manutenção do sistema de mísseis e foguetes; a proteção das fronteiras; a defesa cibernética e o sistema de defesa antiaérea.
O projeto já foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores. O relator na comissão, deputado Vitor Paulo, do PRB do Rio de Janeiro, informou que o efetivo do Exército não é alterado há 30 anos.
Vitor Paulo destacou a atuação do Exército na pacificação dos morros no Rio de Janeiro e durante as catástrofes como enchentes e deslizamentos de terra.
“O aumento desse efetivo, não é no número de generais, não é no número de cabos e soldados. Esse efetivo é para aumentar o número de oficiais e sargentos que são exatamente as pessoas que estão na frente desses projetos, porque são técnicos, são pessoas preparadas e formadas para exercer essas funções.”
O chefe da assessoria de Planejamento Institucional do Ministério da Defesa, major brigadeiro do ar José Pompeo Brasil, explicou que o aumento do contingente das Forças Armadas está previsto no Livro Branco da Defesa Nacional e tem por objetivo garantir a segurança do país.
“Esse crescimento é para corrigir uma defasagem do crescimento da Nação em relação à estrutura das Forças Armadas. Haverá, sim, é gradativo – não é imediato – e está ali representado no Livro Branco, especificamente, numericamente esclarecendo esses dados para o crescimento das Forças.”
O Livro Branco é um documento de acesso público onde estão listadas as diretrizes do governo para as Forças Armadas.
A proposta que aumenta o contingente do Exército ainda vai ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.
DefesaNet/montedo.com (colaborou: ‘Chapa Quente’)
Respostas de 6
Só podem estar brincando! o Exército não tem condições de manter nem o efetivo que tem, e ainda quer aumentar??? isso deve ser piada, praticamente todo efetivo efetivo do Exército pelo menos na tropa está ocioso, não tem o que fazer a não ser capinar, passar cal no meio-fio e fazer faxina o dia inteiro, e ainda vem dizer que o efetivo é pouco? é para chorar mesmo…e o salário ó…
E o salário óoooooooooooo …
O ideal é diminuir o efetivo e aumentar o salário. Se deixar de cumprir missões de severinos ou como policiais, o efetivo é suficiente sim.
só se recrutar o EXERCITO DA SALVAÇÃO porque do jeito que a coisa está só DEUS no comando.
A isso chama-se de "viajar na maionese". Tamanha é a ingenudade…
Será que ainda não se têm conhecimento de que uma das metas desse governo comunista é o de desarmar, desarticular, desarmonizar, desmoralizar e finalmente minimizar o poder, a força, a representatividade e o contingente das Forças Armadas Nacionais ?????
Fico indignado quando vejo uma notícia dessas! Não falta pessoal, o que falta é a valorização e organização dentro das FA, principalmente no EB. Temos militares dispostos a se aperfeiçoarem e especializarem, só que não sei por que motivo, razão ou circunstância ficam desdenhando nosso pessoal! E o que eu fico revoltado também é com os desvios de função, mais comum no EB. Militares com formação de combatente ficam em funções administrativas e os militares que receberam formação técnica-logística ou administrativa são colocados em funções que em nada tem relação com sua formação. Eu vi sargentos técnicos em informática, que não sabiam marchar, prestar continência ou outras coisas básicas de um militar, tirando serviço de Comandante da Guarda, enquanto deveriam cuidar da manutenção da rede do quartel e da manutenção dos equipamentos. Quando vinha uma inspeção do órgão responsável pela verificação dos avanços na estrutura de Tecnologia da Informação do quartel era um "Deus nos acuda", "cadê o Sgt de Informática?", "tira ele da escala de serviço". Não estou criticando o desconhecimento da vida militar ou dos atributos basilares que faltavam a este sargento, até por que acho melhor que assim fosse, que ele entrasse como militar e não como civil, mas que não fosse envolvido na vida operacional do quartel, e sim com o dia-a-dia administrativo da organização militar. Sargento de comunicações técnico, formado para dar manutenção nos equipamentos de comunicações, que é diferente do Sargento de comunicações combatente, que é responsável pela instalação e exploração dos meios de comunicação no terreno, ficava participando de operações, instrução de recrutas, chefe de viatura que ia atrás de desertor, e tantas outras "missões", enquanto os equipamentos de comunicações que necessitavam de manutenção estavam se entulhando na sua oficina, e o Sargento comunicante combatente ficava tranquilo na sua salinha de comunicações na subunidade na internet, ia na cantina lanchar, coçar o saco, e tantas outras árduas atribuições, só porque era mais antigo, se esquecendo que a atribuição de tarefas deve ser feita primeiramente olhando a questão da função e competência, não pela antiguidade. Quando os altos coturnos do quartel precisavam de um parecer técnico do equipamento para remeter ao alto escalão em Brasília, por conta de saber a situação atual de equipamentos do regimento e fazer a correta adequação, ficavam apertando o Sgt de manutenção de Com pra fazer em tempo recorde o que os incompetentes não o permitiram fazer em tempo hábil por causa dessas missões rolhas! Colocar Sargento Intendente pra ir em missão de Chefe de viatura de um blindado em pleno encerramento do exercício financeiro, Sargento de material bélico passando por situações semelhantes e tantas outras bizarrices que todos os militares aqui tem conhecimento de como acontece por detrás dos muros da caserna. Quase sempre queremos colocar a culpa nos governos, mas de repente, eu fico me questionando, e chego a conclusão de que se as Forças Armadas estão nessa situação tem uma grande parte da parcela de culpa dela mesma.
Concordo plenamento contigo Edilson.
1º Sgt Infa Brasil