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O ministro da Defesa da Alemanha, Thomas de Maiziere, rejeitou hoje a criação de um exército comum europeu, contrapondo que a União Europeia e a NATO devem apostar no reforço da cooperação, noticiou a imprensa alemã.
A criação, a longo prazo, de um exército comum europeu é “uma visão” sobre a qual a Europa não precisa debruçar-se neste momento, afirmou o governante
alemão, ao discursar na conferência internacional sobre segurança, que hoje arrancou em Munique.
Ao invés, Thomas de Maiziere defendeu que a União Europeia e a NATO devem apostar no reforço e “aperfeiçoamento” da cooperação, um objectivo para o qual, vincou, são necessárias mais concessões por parte da França e do Reino Unido.
O governante, citado pelo diário alemão ‘Süddeutsche Zeitung’, disse que a Alemanha está a desenvolver esforços para “ajudar a garantir que, do ponto de vista da política de segurança, a França se torne mais amiga da NATO, e o Reino Unido mais amigo da UE”.
O ministro da Defesa alemão frisou também a importância de uma “cooperação mais estreita” no domínio da política de armamento.
“Entre aliados – e aqui refiro-me à UE e à NATO — não pode haver uma supressão descoordenada de capacidades”, apontou.
Thomas de Maiziere sublinhou ainda as “inúmeras vantagens” que uma cooperação reforçada entre os parceiros europeus aportaria para a coordenação de vários
domínios.
“Imaginemos, por exemplo, que o reconhecimento, o transporte e o reabastecimento aéreos ou partes importantes da logística e do treino fossem feito por todos
os estados ou sob coordenação conjunta de alguns estados”, disse o ministro da Defesa da Alemanha.
Os conflitos no Mali e na Síria vão estar no centro dos debates da 49.ª conferência de Munique, que este fim-de-semana junta responsáveis governamentais
e peritos em relações internacionais de todo o mundo.
O vice-Presidente norte-americano, Joe Biden, será um dos principais intervenientes neste fórum, denominado “o Davos da defesa”, numa referência
ao grande encontro do mundo económico, que terminou no domingo, na Suíça.
Outras intervenções previstas são as do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, do israelita, Ehud Barak, e do secretário-geral da
NATO, Anders Fogh Rasmussen.
Nenhuma decisão é esperada durante os dois dias e meio, quando se vão suceder as mesas redondas sobre as grandes questões atuais, em particular
o conflito do Mali, na sequência da intervenção francesa, a evolução da “primavera árabe” e os problemas no Egipto, a cibersegurança ou o impacto
da crise do euro, de acordo com os organizadores.
dnotícias pt/montedo.com
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