Escolha uma Página
Gravações da novela ‘Salve Jorge’ têm agitado a rotina do Regimento de Cavalaria de Guarda, na Vila Militar

Bruno Cunha
Regimento Andrade Neves, na Vila Militar: cenas externas da novela “Salve Jorge”
Regimento Andrade Neves, na Vila Militar: cenas externas da novela “Salve Jorge”
Foto: Guilherme Pinto / Extra
O número de sentinelas aumentou na Vila Militar. Mas para um “serviço” voluntário: o de prestar atenção em quem entra e sai do Regimento Andrade Neves, em Deodoro, durante as gravações da novela “Salve Jorge”. Atraídos por um outro tipo de carreira, a artística, os fãs montam prontidão na calçada em frente à unidade, onde são gravadas cenas externas do núcleo militar da trama de Gloria Perez.
Até quem passa de ônibus dá audiência às cenas gravadas no 2 Regimento de Cavalaria da Guarda, como também é chamado.
— Do ônibus, as mulheres gritam por Rodrigo Lombardi e pedem a Morena (Nanda Costa) para que fique com o amado. Aqui dentro, um militar ou outro dá uma olhada, mas a rotina segue normalmente. No final, os atores até perguntam quem quer tirar foto com eles — conta o sargento Maia, “ordem” (secretário) do comandante do Andrade Neves.
Quem não perde uma cena é o 1 tenente Bernardo Rodrigues Borges. Aos 28 anos, ele dá apoio às gravações.
— Quem chega primeiro é a produção, com uma hora e meia de antecedência. Depois, os atores. A Flávia Alessandra, por exemplo, geralmente faz a cena dela e vai embora — diz o tenente, lembrando que as gravações são agendadas com uma semana de antecedência.
Rotina de militares está bem longe da ficção
Os 850 militares do 2 Regimento de Cavalaria de Guarda também entram em cena, no quartel, em horário nobre. Às 7h chegam lá para bater continência antes do início do expediente, às 7h30m, quando acontece a formatura dos quatro esquadrões do centenário Regimento Andrade Neves — nome de um dos heróis brasileiros participantes da Guerra do Paraguai.
Em seguida há atividade física, trato dos cavalos e, depois, cada um segue para as atividades diárias do seu pelotão. Às 10h há equitação e ao meio-dia, almoço.
Já às 13h30m acontece uma nova formatura. Depois a manutenção das baias e mais trato aos cavalos e atividades rotineiras de cada pelotão. O expediente acaba às 16h30m.
Às sextas a formatura é especial, uma espécie de reunião com o comandante para avisos gerais.
Com a gravação da novela, alguns militares são usados em cenas, quando a produção solicita, conta o tenente Bernardo Borges. Nem a égua Historieta e o cavalo Juventus escapam.
— Eu solicito aos comandantes de esquadrão o quantitativo de militares para a figuração. Eles gostam — comenta.
Um capitão que já tem sua morena
Na vida real e fora da telinha, nenhum capitão atende pelo nome de Théo no Regimento Andrade Neves, na Vila Militar. Mas o chefe da seção de pessoal, o também capitão Rodolfo Lima, de 35 anos, 1,86m e 90 kg, tem os olhos castanhos voltados para a sua própria morena, bancária, com quem está casado há 12 anos.
— As pessoas até brincam com ela (por causa do capitão da novela): “toma cuidado com o marido!” Mas eu já estou fora do front — brinca o capitão Rodolfo.
Dos 12 capitães do regimento, cerca de três deles são solteiros, segundo conta o capitão Ricardo Mello, de 28 anos, devidamente comprometido.
— Às vezes eu falo para minha namorada: “Esse cara sou eu” (em referência à música de Roberto Carlos que é tema do casal protagonista da novela). Mas ela diz que eu não chego nem perto — relata, com bom humor, o capitão Ricardo Mello, que só “está no ar” no Regimento Andrade Neves quando faz equitação nas modalidades salto (como Rodrigo Lombardi na novela), demonstração e cross country (atividade com cavalo e obstáculos rústicos).
EXTRA/montedo.com
Skip to content