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Sargento que morreu após casamento é enterrado com honrarias militares
O sepultamento foi marcado por muita emoção, especialmente dos familiares, que, muito emocionados, evitaram falar com a imprensa antes do fim da cerimônia.


Rosianne Couto . [email protected]
Imagem: Eraldo Lopes (D24am)/Edição: montedo.com

Manaus – O corpo do sargento da Marinha Fabio Gefferson dos Santos Maciel, morto depois de tropeçar e ter a veia femoral cortada por uma taça que estava em seu bolso, foi enterrado com honrarias militares na manhã desta quinta-feira (22), no cemitério Parque Tarumã, na zona oeste de Manaus. A cerimônia começou às 9h30 e durou, aproximadamente, 45 minutos.

Cerca de 200 pessoas participaram do adeus a Fábio, que era de Manaus mas faleceu no Rio de Janeiro, onde vivia. O sepultamento foi marcado por muita emoção, especialmente dos familiares, que, muito emocionados, evitaram falar com a imprensa antes do final da cerimônia. A viúva, Geise Guimarães, era uma das mais emocionadas e abraçava constantemente o caixão do marido.
O caixão foi carregado por companheiros da Marinha e a salva de tiros de festim para homenagear Fábio, que foi organizada pelo Batalhão de Operações Ribeirinhas.
Antes do discurso do padre Antônio Lima, capelão da Marinha do Brasil, a família entoou a canção ‘Noites Traiçoeiras’. O capelão destacou a família e exaltou a importância de Fábio para todos os seus entes e amigos, destacando seu espírito de solidariedade e fraternidade.
“Às vezes nos distanciamos pela falta de tolerância e isso não nos leva a nada. Procurem viver cada dia intensamente, com respeito uns com os outros”, disse Lima ao pedir aos presentes que fizessem uma reflexão sobre a vida.
Após as palavras do padre, o comandante do Batalhão, Paulo Sérgio Castello Branco Tinoco Guimarães, repassou a bandeira do Brasil, que estava sob o caixão, para a viúva.
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Imagem: Eraldo Lopes (D24am)/Edição: montedo.com
Oriali dos Santos, concunhado e padrinho do casamento do sargento, emocionado, relembrou que Fabio vivia um dos momentos mais alegres da sua vida, além de ressaltar o orgulho que ele sentia por ter sido voluntário na missão do Haiti.
“O orgulho dele é a boina azul que ele tem (em referência à missão haitiana). Lembro do dia que ele foi e me brigou, sorrindo, dizendo que eu estava o abandonando. E agora, ele parte novamente, só que numa missão sem volta”, relembrou Oriali.
Cláudio Maciel, irmão de Fabio, falou brevemente ao PortalD24AM, informando que a família se reunirá nos próximos dias para juntar documentos, inclusive o laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, para apresentar à imprensa.
A missa de sétimo dia de Fábio Maciel será realizada no domingo, na Capela São João Evangelista, a partir das 19h, no bairro Lírio do Vale.
D24am/montedo.com
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