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Sargento que morreu após se ferir com taça na festa será enterrado nesta quinta-feira com honras militares
MARIA LUISA BARROS
Foto: Alberto César Araújo / Jornal Em Tempo
Irmão de Fábio, Cláudio definiu o acidente como uma fatalidade
 | Foto: Alberto César Araújo / Jornal Em Tempo
O fuzileiro naval Fábio Gefferson dos Santos Maciel, 33, que morreu após se ferir com taça ao final da festa de seu casamento, em clube na Ilha do Governador, será enterrado nesta quinta-feira de manhã com honras militares em Manaus, onde nasceu.
No Rio há oito anos, ele serviu em missão de paz da ONU no Haiti, em 2006, e nesta quarta foi homenageado nas redes sociais por amigos e colegas, que o chamaram de “herói”. O corpo do sargento chegou a Manaus por volta de 23h de terça e foi velado ontem na casa de seus pais.
Emocionados com a tragédia que pôs fim precoce ao casamento com Geise Guimarães, com quem namorava há 7 anos, amigos e familiares se despediram de Fábio e mandaram mensagens de apoio à viúva.
No velório, Geise precisou ser amparada e não saía do lado do caixão do marido. O irmão de Fábio, Cláudio José dos Santos Maciel, 39 anos, definiu o acidente como uma fatalidade.
Segundo ele, Fábio estava sorridente, brincando com os padrinhos, na hora da queda. A mulher o aguardava no carro. Ao vê-lo tropeçar, Cláudio ainda pediu que o irmão se levantasse, sem perceber a gravidade do acidente.

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Fuzileiros navais, da Ilha, no Rio, fizeram homenagens em redes sociais, dizendo que Fábio era excelente militar e sempre honrou com suas tarefas e obrigações.
“A família naval está de luto pela morte do nosso herói. Estamos tristes, mas Deus sabe o que faz e que a sua família seja confortada”, escreveu o ex-colega Hermenegildo de Castro Reis no site do jornal A Crítica.
Foto: Winnetou Almeida / Jornal A Crítica
Muito abalados, parentes e amigos se reuniram ontem em frente à casa dos pais do militar, em Manaus | Foto: Winnetou Almeida / Jornal A Crítica
Irmão demorou a perceber
O irmão só se deu conta da gravidade do acidente quando viu Fábio perdendo muito sangue. “Colocamos o meu irmão no carro e levamos ao hospital. Quando chegamos lá, ele já estava morto”, afirmou ele, ao jornal Em Tempo, de Manaus.
Fábio morreu às 2h16 ao chegar no Hospital Paulino Werneck. A taça que Fábio guardara de recordação do casamento no bolso da calça, partiu-se e cortou a veia femoral, por onde passa 1 litro de sangue por minuto.
O Dia Online/montedo.com
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