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Reunião da CNQB, APRAFA e AMARP – PROJETO QE
Hoje, 10 Nov. 2012, foi realizada no Residencial Santos Dumont em Santa Maria – DF a reunião da Comissão estadual QESA de Brasília afiliada a Comissão Nacional QESA Brasil, APRAFA e AMARP. Todas novidades sobre o PL 4373/2012 foram repassadas para os companheiros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, na ocasião foram também repassado as novidades sobre o PL 7521/2010 agora PLC 104/2012 que tramita no Senado Federal. 
O comentarista informa também que a próxima reunião será no dia 08 dez, em local a ser divulgado.
Como vocês sabem, não uso este blog para fazer média com A, B ou C. Já escrevi outras vezes sobre minhas dúvidas quanto à viabilidade jurídica da emenda ao projeto que viabiliza promoções até a graduação de subtenente. Considero mais improvável ainda a possibilidade de uma promoção retroativa, a partir de 1981!
Embora torça sinceramente para estar errado, temo que, com a demagogia costumeira, os parlamentares estejam jogando para a plateia. Em caso de veto por parte do Executivo (hipótese bem plausível), sempre poderão dizer:
– Que pena, fizemos o que podíamos…
Em caso de sucesso, não faltarão ‘abutres de ocasião’ a bater no peito e dizer:
– A ideia foi minha!
Ressalto que esta é apenas uma opinião pessoal, para a qual peço o respeito que eu próprio dedico a todas as demais, desde que colocadas de forma respeitosa.
Mas não é esse o enfoque principal que pretendo dar ao assunto.
Independente de atingir todos os objetivos, o fato é que o movimento iniciado pelos sargentos do Quadro Especial da guarnição de Santa Maria (RS), que foram até o deputado Paulo Pimenta (PT) e o sensibilizaram sobre o assunto, é, inegavelmente, um divisor de águas no trato das pretensões dos militares pelo Legislativo.
Mais ainda, esse punhado de bravos militares que ousou se contrapor ao ‘status quo’ vigente – e  estão pagando um preço por isso – nos ensinaram que podemos sim, fazer uso das ferramentas democráticas que estão ao nosso dispor para chamar a atenção para nossas demandas, necessidades e interesses, que muitas vezes não são as mesmas da cúpula das Forças Armadas.
Ao invés de continuarmos puxando os caranguejos do nosso cesto para baixo, deveríamos entender de uma vez por todas que somos cidadãos, tanto quanto qualquer outro, e que reivindicar nossas demandas pelas vias legais e democráticas é um direito inalienável. E mais, que o exercício desse direito, dentro dos limites para nós estabelecidos pela Constituição, não constitui transgressão disciplinar ou crime militar, pelo contrário, representa o exercício pleno da cidadania.
É hora de acordar.


Imagens da reunião em Brasília:

Imagens de encontros com os deputados:

Mais imagens aqui, aqui e aqui.

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