Escolha uma Página
Exército recolheu 20 armas que coronel assassinado na Capital mantinha em casa
Ex-comandante do DOI-Codi, Julio Miguel Molinas Dias, seria colecionador
Roberto Azambuja
Uma solicitação feita pela família do coronel reformado Julio Miguel Molinas Dias, 78 anos, morto na noite do dia 1º na Capital, mobilizou uma operação do Exército durante a semana. Veículos militares fecharam a rua onde ele morava, no bairro Chácara das Pedras, e recolheram pertences de sua casa.
De acordo com o chefe do Estado-Maior do Comando da 3ª Região Militar do Exército, coronel José Carlos Vianna, a corporação atendeu a um pedido de recolhimento das armas que Molinas Dias tinha na residência, na Rua Professor Ulisses Cabral. Possível colecionador, ele mantinha cerca de 20 unidades — entre espingardas, revólveres e pistolas — guardadas em casa. O Exército, no entanto, não sabe explicar o motivo da atitude dos familiares.
— A família solicitou que as armas fossem recolhidas e atendemos o pedido. Elas foram fotografadas, catalogadas e guardadas em local seguro — argumenta o coronel Vianna.
Conforme vizinhos de Molinas Dias, durante a semana, um caminhão e dois jeeps do Exército teriam fechado o trecho da Professor Ulisses Cabral, entre as ruas Butantã e Licínio Cardoso, para realizar a operação. Testemunhas teriam visto militares deixando o local carregando diversas caixas.
O fato pode reforçar a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) no caso. Os suspeitos teriam seguido até a casa de Molinas Dias para roubar as armas. No entanto, a polícia investiga se os criminosos possuíam informações sobre a coleção do coronel.
O delegado Luís Fernando Martins de Oliveira, da 14ª Delegacia de Polícia (DP), pediu ao Exército a relação dos armamentos sob posse do militar. Porém, até esta sexta-feira, ainda não havia recebido resposta. A 14ª DP disponibilizou o telefone (51) 3348.2824 para informações a respeito do caso.

Leia também:
Coronel do Exército é morto a tiros em Porto Alegre. Polícia suspeita de execução.

O militar era o comandante do Destacamento de Operações de Informações — Centro de operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro, no controvertido Caso Riocentro, em 1981, quando um atentado desastrado matou um sargento.
Zero Hora/montedo.com
Skip to content