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Chegada do Exército em Suya Missu deixa clima tenso entre posseiros

Enéas Jacobina | da Agência da Noticia
A chegada à Gleba Suiá Missú de 22 caminhões do Exercito transportando mais de 100 homens para o despejo dos produtores o clima voltou a ficar tenso na área. O contingente, acompanhando de policiais militares e da Policia Rodoviária Federal, chegou ao local do conflito no inicio da noite de sexta-feira e estão acampados dentro da área. Familias de posseiros se disseram com medo e a tensão é grande.
O Governo de Mato Grosso tentará sensibilizar a União sobre a proposta de transferência dos Xavantes para o Parque Estadual do Araguaia, uma faixa de terra com mais de 220 mil hectares, banhada pelos rios das Mortes e Araguaia.
A transferência dos indígenas, segundo o Governo, seria uma solução sensata para ambas as partes, os produtores permaneceriam nas terras em que viveram por mais de 30 anos, com sua produção e suas famílias, e os indígenas ocupariam uma área de mata virgem, intocada e banhada pelos principais rios do Araguaia.

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As tropas do Batalhão de Engenharia do Exército construíram uma estrutura de apoio a Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. Os galpões da equipes da Força Nacional de Segurança que já estão atuando, de forma precária, desde agosto, na região indígena, ocupada ilegalmente por produtores que desenvolvem atividades agropecuárias no local.
A área de quase 167 mil hectares no norte do Estado pertence aos índios da etnia Xavante e vem sendo alvo de disputas entre fazendeiros e indígenas há 20 anos. Há pouco mais de uma semana, depois de várias decisões judiciais divergentes em tribunais de primeira instância, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizaram a desintrusão (retirada) de quase 7 mil não índios do local.
Na segunda-feira, cerca de 180 homens e mulheres que ocupam as terras protestaram em frente a sede do Supremo Tribunal Federal. Eles acompanharam o governador Silval Barbosa em peregrinação à Capital Federal em busca de uma solução para o caso. Até aqui, apesar de várias reuniões, prevalece a decisão da Justiça Federal, qual seja, de desocupação da área.
24HorasNews/montedo.com
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