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Colômbia: o fuzil de assalto que agora, em vez de matar, faz música
A “escopetarra” acima foi doação do músico francês Manu Cho à
Casa Catalunya Amèrica, instituição cultural de Barcelona (Foto: RS)
Amigas e amigos do blog, vejam que interessante essa sacada do compositor, guitarrista e pianista Cézar López, ativista pela paz e autor de várias iniciativas para, como diz, ”transformar em cultura para a convivência através da arte” a violência que assola seu país — com os ataques, sequestros e atentados dos narcoterroristas das chamadas “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Farc) e o inevitável combate a eles empreendido pelo governo.
A guitarra que vocês vêem acima, a escopetarra, foi elaborada a partir de um fuzil de assalto entregue por alguém – López não identifica a pessoa, nem de que lado estava – que decidiu abandonar a guerra. Com a ideia na cabeça, López pediu ao luthier Alberto Paredes que transformasse o AK-47 russo, arma extremamente letal, numa guitarra .
A escopetarra tornou-se, assim, em um símbolo de paz. Existem atualmente 19 delas, algumas em poder de músicos como o cantor argentino Fito Páez, o cantor, compositor e instrumentista francês de origem espanhola Manu Chao ou a cantora colombiana Andrea Echeverri.
Cesar López com o AK-47 transformado em guitarra: símbolo de paz (Foto: eltiempo.com)
Outras foram doadas a instituições como a sede da ONU, em Nova York, a sede da Unesco, em Paris, o Museu Gandhi de Nova Delhi, na Índia e a Casa das Culturas de Berlim, na Alemanha.
A que vocês vêem na foto é a de Manu Chao e está exposta temporariamente na entidade cultura Casa Amèrica Catalunya, em Barcelona.
Ricardo Setti (Veja)/montedo.com
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