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Ele continua à disposição da Justiça e aguarda julgamento
Gustavo Frasão
O 3º Sargento do Exército, José Antônio Bernardino Mendes, foi posto em liberdade na noite desta segunda-feira (30) depois de pagar fiança. O valor pago pela família não foi informado, mas ele continua à disposição da Justiça e aguarda julgamento em liberdade.
O sargento é acusado de tentar matar um segurança na noite deste sábado (28) no bar do Calaf, que fica no Setor Bancário Sul, área central de Brasília. Ele teria apontado uma arma para o segurança e apertado o gatilho, mas o revólver falhou e a bala não saiu.
O segurança agredido, Raimundo Nonato, contou à reportagem do R7 que o sargento “surtou”.
— Eu não entendi o porquê que ele apontou a arma para mim. Por sorte a arma falhou.
Nonato disse que Bernardino é um cliente antigo e conhecido da casa e teria se envolvido em uma briga com outro cliente, dentro do bar.
— Nós [ele e um outro segurança] tentamos controlar a situação, para evitar confusão. O problema não foi com a gente, foi com o outro cliente.
O segurança disse que depois de resolver o problema dentro do bar, acompanhou Bernardino com o colega de trabalho até o lado de fora.
— Tentamos acalmá-lo. De repente, ele apontou a arma para mim e apertou o gatilho.
Nonato disse que antes de disparar a arma, o sargento olhou para o colega dele e disse “só lamento para o seu amigo”.
— Ele empurrou meu colega e partiu para agressão pro meu lado.

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A ocorrência foi registrada na 5ª DP (Setor Bancário Norte) que investiga o caso. O delegado responsável, Ailton Rodrigues, disse que o fato de a arma ter falhado não impede que o terceiro sargento responda por tentativa de homicídio.
— Ele apertou o gatilho, assumindo o risco de matar. Por isso irá responder pelo crime e pode pegar uma pena de três a dez anos de prisão.
O delegado também contou que após a discussão o sargento chegou a desafiar o segurança, questionando se o trabalhador teria “peito de aço”.
— O segurança respondeu que não. Neste momento, testemunhas disseram que ele sacou o revólver e disparou.
O sargento foi preso em flagrante e ficou detido no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde ficou por dois dias. A polícia informou que apesar de ser militar, o acusado irá responder pelo crime na justiça comum.
Apesar da confusão, Nonato disse que quer esquecer o episódio.
— Não tenho nada contra a pessoa dele. Só quero resolver isso e voltar para a minha vida normal.
Em nota, o Exército disse que abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias que motivaram o sargento a agir desta forma.
R7/montedo.com
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