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“Exército poderia ajudar a vasculhar porque o terreno é muito grande”, diz pai de engenheira desaparecida
Família de Patrícia Amieiro ainda não viu roupas femininas encontradas em sítio
Monique Cardone
O pai da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida desde junho de 2008 e declarada morta pela Justiça, irá acompanhar as buscas aos restos mortais da filha, retomadas na manhã desta quarta-feira (11) em um sítio no Itanhangá, zona oeste do Rio de Janeiro. Antônio Celso Franco disse que, caso fosse necessário, o Exército poderia ajudar a vasculhar o terreno.
— Tem que ter ajuda do Exército, isso aqui é muito grande.
Para Franco, a denúncia de que ela foi enterrada naquele lugar “parece ser forte”. Na terça-feira, roupas femininas foram encontradas no local, mas as peças estão sendo periciadas, por isso a família ainda não pôde vê-las para confirmar se pertenciam à jovem.
— Espero que as buscas não parem logo. Apenas dois dias procurando é pouco.
Prometendo ficar o dia inteiro acompanhando o trabalho dos promotores de Justiça e policiais, o pai de Patrícia manifestou sua preocupação com o julgamento dos suspeitos do assassinato e ocultação do cadáver da engenheira, cujo carro foi encontrado com marcas de tiros na Barra da Tijuca.
— Enquanto as buscas não forem concluídas não dá para saber se os acusados irão ou não a júri popular.
A operação foi desencadeada após a Promotoria receber uma denúncia de que o local era usado como cemitério clandestino e com movimentação de policiais militares supostamente ligados a milícias.
Familiares e amigos de Patrícia realizaram no dia 30 de junho um protesto pedindo o esclarecimento sobre o desaparecimento da engenheira. O ato ocorreu no mesmo lugar onde o carro da jovem sofreu o acidente, em um dos acessos à Barra da Tijuca.
R7/montedo.com
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