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Operação Guarani
Mais de 1,1 mil militares e 210 viaturas participam de ação conjunta na Argentina
Batalha fictícia entre argentinos e brasileiros chega ao ápice Rodrigo Allram,Exército Brasileiro/Divulgação
Soldados dos dois países fazem ação simultânea – Foto: Rodrigo Allram,Exército Brasileiro
Humberto Trezzi
Os militares envolvidos na Operação Guarani – maior exercício conjunto entre Brasil e Argentina, desde o século XIX — vivem há três dias batalhas fictícias intensas. Os exercícios, que envolvem cerca de 1.200 militares e 210 viaturas, simulam a entrada do Exército Brasileiro em território argentino para aliar-se ao país vizinho (Exército Azul), invadido por uma guerrilha (Exército Vermelho). A ação ocorre no município argentino de Apostoles, província de Misiones, cerca de 100 quilômetros a oeste de São Borja (RS).
Num dos pontos culminantes, quarta-feira, o ataque veio do céu. Dois helicópteros equipados com metralhadoras abriram fogo contra dois blindados, um Urutu e um Cascavel, da tropa comandada pelo Aspirante Mossi, comandante do 3º Pelotão Cavalaria Mecanizada de Santiago (RS). O contra-ataque foi rápido e eficiente. A munição era de festim, mas o combate foi real, compara Mossi. Os militares estão sempre de prontidão para bloquear o inimigo, mas sem informação alguma sobre quando e como os ataques vão acontecer.
—Para nós que estamos aqui, tudo é muito real e o fator surpresa ajuda a aumentar nossa tensão. Além disso, momentos adversos são cruciais, como ataques noturnos, quando não sabemos de onde vem o inimigo— descreve o soldado Miguel, há quatros anos no Exército Argentino. Ele avalia que preparo psicológico e físico são fundamentais para uma operação como essa. Ele permaneceu 16 horas na mesma posição, com recomenações para não perder a atenção.
A Operação Guarani prossegue até sexta-feira, quando militares dos dois países farão visitas e ações de ajuda a uma escola de Misiones. Os dois exércitos também farão demonstração de dois ataques, para melhorar a integração entre as forças.”
Os oficiais que coordenam a ação conjunta acreditam que o entrosamento está perfeito. A próxima edição da Operação Guarani deve ocorrer dentro de dois anos, em território brasileiro.
ZERO HORA/montedo.com
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