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NA SELVA – Militares resguardam animais ameaçados em dois zoológicos na Amazônia

Luiz Claudio Ferreira

Foto: Sérgio Gama
Dois zoológicos nas cidades de Manaus (AM) e Boa Vista (RR), mantidos pelo Comando Militar da Amazônia, do Exército, transformaram-se em reservas de animais ameaçados de extinção. As espécies são enviadas aos militares pelo Ibama. Ao todo, os dois ambientes, que ficam no interior de organizações militares, tratam de mais de 400 animais.
Em Boa Vista, o zoológico é aberto ao público no Sétimo Batalhão de Infantaria de Selva. A visita é feita, principalmente, por crianças e adolescentes que estudam na rede pública de Roraima. Por ano, mais de 15 mil pessoas vão ao batalhão para ficar perto de passarinhos ameaçados, como a jandaia sol que só existe no Brasil naquele estado. De acordo com o tenente-veterinário Diego Costa, o objetivo é sensibilizar a sociedade por intermédio das crianças. “É cultural por aqui manter animais silvestres em casa. Temos que trabalhar contra isso”. Nesse zoológico, fica guardada uma das mais antigas onças pintadas do Brasil, que tem 23 anos de vida. “É também uma espécie oprimida pelo avanço da cidade”.
Em Manaus, o espaço do zoológico está situado no Centro de Instrução de Guerra na Selva. Inicialmente, com o objetivo de facilitar o aprendizado dos guerreiros sobre a fauna da região Norte. Depois, tornou-se referência de trabalho para a Universidade Federal da Amazônia e para o Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA). Entre as espécies ameaçadas, está a harpia, que na Mata Atlântica já foi extinta, restando apenas no habitat amazônida. “Trabalhamos com a consciência ambiental e esse é um trabalho muito importante para os militares”, ressalta o tenente-veterinário Renato Lopes.
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