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Exército abre inquérito para apurar furto de cavalos de área militar
Dois animais foram encontrados no Engenho Novo, um deles sofreu um acidente
Reprodução Rede Record
O Comando Militar do Leste informou que o diretor do IBEX (Instituto de Biologia do Exército) abriu um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar as circunstâncias do furto de quatro cavalos da fazenda Gericinó, em Gericinó, na zona oeste do Rio, na madrugada desta sexta-feira (1º).
De acordo com o CML, o furto foi percebido por volta das 4h50 pelo oficial de dia durante uma conferência noturna. Dois dos cavalos foram encontrados próximo à estação de trem do Engenho Novo, na zona norte do Rio. Um deles sofreu um acidente ao prender uma das patas em um dormente e foi resgatado por bombeiros. Dois animais ainda eram procurados até as 14h30.
Segundo as primeiras informações, um grupo de criminosos teria arrebentado uma cerca e saído com os cavalos. Eles acessaram a linha do trem e seguiram por aproximadamente 16 km até o bairro do Engenho Novo, na zona norte.

Nas favelas da região é comum ver jovens e até crianças circulando com cavalos, entre elas as comunidades do Céu Azul, Rato Molhado, Matriz, São João e Quieto. Alguns chegam a andar em grupos pelas principais ruas do bairro como a 24 de Maio, Marechal Rondon e Souza Barros.

Os cavalos têm marcas e numeração nas patas que comprovam a propriedade militar. Durante o resgate na manhã desta sexta, bombeiros utilizaram um trem de manutenção da Supervia para içar o cavalo dos trilhos. Ele sofreu escoriações e levou seis pontos no membro superior esquerdo.
Por causa do acidente, os trens dos ramais de Japeri e Santa Cruz não pararam na estação Silva Freire. Alguns passageiros ficaram revoltados e chegaram a chamar a PM porque queriam o dinheiro de volta. Eles ficaram na estação por aproximadamente 45 minutos até receberem um vale-passagem.
Eles tiveram que seguir até a estação do Méier, pegar o trem até Deodoro, onde fizeram baldeação para os ramais Japeri e Santa Cruz. Algumas pessoas reclamaram que chegaram ao trabalho com até uma hora e meia de atraso.
Resgate mobiliza bombeiros
O cavalo ficou com as patas presas entre os dormentes da linha férrea, que fica em cima de um viaduto. Bombeiros amarraram o animal para retirá-lo com um guincho. Por volta de 6h50, o cavalo foi içado. Mesmo com as patas machucadas, o animal conseguiu ficar de pé.
De acordo com a Supervia, o resgate não atrapalhou a circulação de trens porque o local é usado apenas para manobras de composições.
R7/montedo.com
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