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Soldado armeiro da aeronáutica foi atingido com tiro de pistola 9 milímetros em circunstância misteriosa
O soldado armeiro da Aeronáutica, Cleidson Clemilton da Purificação Viana, 23 anos, foi alvejado com um tiro de pistola 9 milímetros dentro da Base Aérea de Belém, em Val-de-Cães, e morreu. O jovem militar daria baixa da Força no próximo dia 10 de agosto, quando completaria quatro anos de serviço militar. O disparo ocorreu por volta das 16 horas de ontem. As circunstâncias do episódio até ontem à noite eram levantadas pela Aeronáutica, mas de antemão foi lavrado um auto de prisão contra os soldados Furtado (que fez o disparo, segundo a Aeronáutica e a família da vítima) e David que também estava no local. Os dois estão presos sob custódia na Base Aérea, e o fato já foi comunicado ao juiz de Direito da 8ª Circunscrição Judicária Militar para as providências cabíveis. Falta ser esclarecido se o disparo foi acidental ou não. O tiro em Clemilton entrou pela lateral do corpo e teria atingido o coração do rapaz. O soldado, que atuava no setor de Material Bélico da Base Aérea, estava de expediente no quartel, e não na função que exercia.
Sabrina Costa, 25 anos, viúva do S-2 Clemilton, apelidado de “Buiu” pelos colegas de farda, familiares e amigos, lamentaram a perda trágica do militar. A família do soldado, muito nervosa, ao chegar ao Hospital da Aeronáutica para onde havia sido levado o corpo de Clemilton, declarou que a Aeronáutica demorou a comunicar o ocorrido para os familiares e cobrava informações sobre como se deu o disparo fatal. Sabrina não acredita que o tiro que ceifou a vida do soldado tenha sido acidental, diante do treinamento que os militares armeiros, como ele, recebem da Aeronáutica. O velório do S-2 Clemilton acontece em uma igreja evangélica, na travessa Barão do Triunfo, entre Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma, bairro da Pedreira, perto de onde morava o militar.
O primo de Clemilton, o ex-militar Soni Kosminsky, foi quem informou à família sobre a morte do armeiro da Aeronáutica. “Eu estava na internet e aí um amigo meu me perguntou se eu conhecia o ‘Buiu’, e eu disse que era meu primo. Aí, ele me disse que o meu primo tinha morrido, e quando eu perguntei como tinha sido isso, o meu amigo não disse mais nada. Aí, logo depois, cerca de 20 minutos, chegaram três oficiais da Aeronáutica na vila onde eu moro perto da casa do Clemilton e eles nos informaram que tinha ocorrido um acidente e que a família deveria ir ao Hospital da Aeronáutica”. 
A informação da morte do primo foi recebida por Soni por volta das 16h30. “Foi um choque”, afirmou Sabrina Costa, na frente do Hospital da Aeronáutica. Ela destacou que o casal, com cinco anos e quatro meses de convivência, tinha planos de ter filho no final do ano, e que planejava comemorar datas como o Dia das Mães e Dia dos Namorados. “Mas, só fica a saudade”, lamentou Sabrina. O casal morava numa casa na Barão do Triunfo, entre Marquês de Herval e Visconde de Inhaúma.
A Aeronáutica informou que o disparo foi feito na Base Aérea de Belém, sem precisar o local, por volta das 16 horas, e que ainda não se sabia como ocorreu o fato. Mas, informou que o autor do disparo foi o S-2 Furtado. Este e o S-1 David, que também se encontrava no local do fato, estão presos sob custódia na Base Aérea. Os familiares do soldado Clemilton compareceram ontem à noite ao Hospital da Aeronáutica e acompanharam a movimentação dos técnicos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves que fizeram a remoção do corpo da unidade hospitalar. O pai da vítima, Marivaldo Mota, também estava muito abalado com a morte prematura do filho. Ele também acompanhou a saída do corpo para o IML.
Confira abaixo outras mortes registradas em área militares
14 de outubro de 2010 – Um sargento da Marinha mata um recruta a tiros e depois se suicida. As mortes ocorreram na madrugada, dentro do Serviço de Sinalização Náutica do 4º Distrito Naval, em Val-de-Cães. As vítimas: o recruta Luan Carlos Rego Rodrigues, o recruta Rego, e o segundo-sargento Wellington Pereira Duarte, o sargento Duarte. Ambos estavam de serviço. Por volta das 4h30, ouviram-se disparos que vinham da entrada da unidade militar. Imediatamente, o oficial de serviço correu para ver o que estava acontecendo. Ao chegar próximo da guarita da frente, ele encontrou o recruta Rego já caído no chão, sangrando, e o sargento Duarte em pé, ao lado do jovem, empunhando uma pistola 9 milímetros, a mesma usada por ele em serviço. De acordo com o oficial, o sargento aparentava estar transtornado. O sargento ameaçou o oficial, impedindo-o de se aproximar. Por medo de também sair ferido, o oficial voltou de onde estava e foi chamar os outros militares para ajudá-lo a tentar controlar a situação. Nesse momento, ouviram-se novos disparos. Quando todos voltaram ao local, o sargento já estava morto, com um tiro na cabeça. A arma ficou caída ao lado do corpo sem vida. Nos dias seguintes às mortes, não se divulgou a motivação do crime.
29 de outubro de 2011 – O soldado Fábio Clayton Coelho dos Santos, de 21 anos, morreu após ser baleado por outro soldado, nas dependências do estande de tiro do 2º Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), do Exército. Ferido na mão esquerda e no abdômen, ele foi socorrido e levado para o Hospital da Aeronáutica, mas não resistiu ao ferimento e morreu por volta das 19h20 daquele dia. O militar foi atingido por um colega que estava de sentinela – o tiro saiu de uma espingarda calibre 12. O soldado Fábio, que estava no Exército havia dois anos e pretendia seguir carreira, estava em seu horário de descanso, deitado em uma rede. O autor do disparo foi autuado em flagrante, por homicídio. Segundo o Exército, o disparo foi acidental.
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