Não funcionou: Canadá revoga registro de armas longas

Registro de Armas Não Funciona

F.G.Dillenburg
No último dia 15 de fevereiro, o Parlamento Canadense aprovou, com o voto de todos os deputados conservadores e com apoio de muitos deputados de esquerda, o fim da exigência de registro para armas longas. A lei segue agora para o Senado, onde a previsão é de que seja aprovada sem maiores surpresas. A exigência vigorava desde 1998 e consumiu a exorbitante soma de 2,7 bilhões de dólares para criação e execução do programa nacional de registro de armas longas. 
Coincidência ou não, sua instituição ocorreu um ano após o desarmamento ser “importado” também para o Brasil, pelas mãos do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que culminou na aprovação do malfadado “Estatuto do Desarmamento”, em 2003, já pelo então presidente Lula. Porém, após 13 anos de vigência do programa, os canadenses não resolveram um só caso de homicídio graças ao registro obrigatório, consolidando seu fracasso. Aliás, crimes cometidos com armas longas foram raríssimos. Desde 1997, apenas três homicídios ocorreram com a utilização de armas deste tipo de armamento registradas e, ainda assim, em nenhum dos três casos a polícia esclarece se os autores foram condenados ou se agiram, por exemplo, em legítima defesa. 
Os desarmamentistas sempre alardearam por lá o mesmo que aqui, isto é, que o registro seria responsável não só por ajudar a elucidar crimes, como também os reduziria. Ledo engano. Um estudo produzido na Universidade McMaster, de autoria do professor Caillin Langmann e publicado no conceituado Journal of Interpersonal Violence, reconheceu categoricamente que “não se conseguiu demonstrar uma associação benéfica entre a legislação e as taxas de homicídio por arma de fogo entre 1974 e 2008. 
Na realidade, não há um único estudo acadêmico arbitrado por criminologistas ou economistas que tenha encontrado um benefício significativo de leis sobre armas em qualquer país que tenha adotado maiores restrições à sua circulação civil, como o próprio Canadá, a Inglaterra, a Austrália ou mesmo o Brasil. (Clippiong – Fonte: Movimento Viva Brasil) 
Enquanto isso, aqui (que é bem diferente de lá, país politicamente civilizado e com uma Polícia bem equipada, bem treinada e bem paga), bandidos andam armados, fazendo o que bem entendem e a população, como sempre acontece, permanece indefesa. Merecemos isso, na verdade, por nossa incompetência política. Para fazer festa, há mobilizações gigantescas. Para reivindicar direitos, saúde, educação e segurança, não se mexe um dedo. Meia dúzia de cidadãos responsáveis agem, e o resto permanece calado. Palmas para o oba-oba brasileiro!
Vae Victis/montedo.com

Respostas de 2

  1. A grande onda é desarmar a população. Quanto menos clubes de tiro e quanto menor for o interesse da população por armas, mais dificil é o adestramento em caso de conflito.
    O americano presenteia o filho de 10 anos com uma carabina .22 para aprender a atirar.
    Hoje um militar da reserva não pode ter porte de arma, mesmo sendo oficial e que o Estatuto permita.

  2. Nos EUA, o único estado que o governo dificulta a compra de armas, em que as leis são muito parecidas com a Brasileira (quase impossível se comprar uma arma) é o estado do Columbia.

    Curiosamente ao contrário do Texas, Alaska onde o cidadão apenas com um documento compra uma arma são bem menos violento.

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