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Exército não tem prazo para sair dos complexos do Alemão e da Penha
Força de Pacificação vai ocupar serra da Misericórdia enquanto PM faz varredura

Marcelo Régua/Agência O Dia
Militares vão ocupar o alto dos morros para evitar fugas 
O CML (Comando Militar do Leste) confirmou nesta sexta-feira (16) que a ocupação do Exército nos complexos do Alemão e da Penha, prevista para acabar em junho, não tem mais prazo definido para ser encerrada.
De acordo com o Exército, a retirada dos militares vai acontecer de forma gradual a partir deste mês, com a chegada de PMs que vão ocupar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) da região. Nos próximos dez dias, vai acontecer um cerco tático, com um trabalho de varredura em busca de armas, drogas e traficantes, feito pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) e o Batalhão de Choque.
Enquanto a tropa de elite da PM estiver nas 12 comunidades da região à procura de criminosos, os homens da Força de Pacificação vão ocupar a serra da Misericórdia, a parte alta da região, como forma de evitar a fuga de traficantes. O Exército promete ficar na região até os complexos do Alemão e da Penha estarem sob controle total do Estado.

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Até o fim deste mês, o Bope deverá entrar nas comunidades da Fazendinha e Nova Brasília. Em abril, os homens de preto ocupam os morros do Alemão, Adeus e Baiana. Já a ocupação dos morros do Sereno, Fé, Chatuba e Caixa D’água está prevista para maio. Em junho, o Bope chegará até a Vila Cruzeiro e Parque Proletário.
Há um ano e quatro meses na região, os militares acumularam muitas informações de inteligência sobre a atuação dos tráfico de drogas na região. De acordo com o Comando Militar do Leste, fotos, filmagens, mapeamentos, entre outras informações serão repassadas às polícias civil e militar.
Atualmente, a situação no Complexo da Penha é a mais delicada para os militares. De acordo com a Força de Pacificação, 90 ataques hostis foram registrados contra a tropa só em fevereiro. Além de paus e pedras, os militares foram atacados com tiros de pistola e até fuzis. Moradores reclamam de truculência e, na última semana, um jovem disse ter sido sequestrado e torturado por militares. A Polícia Civil investiga o caso.
R7/montedo.com
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