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Tenente Pablo Tinoco é um dos 41 brasileiros que chegaram ao Rio.
Emocionado, ele disse que todos tentaram socorrer os dois militares mortos.

Christiano Ferreira
Tenente Pablo Tinoco é um dos 41 brasileiros que desembarcaram no 
Rio de Janeiro (Foto: Christiano Ferreira / G1)
Emocionado, o tenente Pablo Tinoco contou que todos se esforçaram ao máximo para tentar socorrer os dois militares mortos no incêndio da Estação Comandante Ferraz, na Antártida. Tinoco é um dos 12 homens do arsenal da Marinha que desembarcaram na madrugada desta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro, juntamente com 26 pesquisadores, um alpinista, um funcionário do Ministério do Meio Ambiente e um militar ferido.
“Tentamos a todo tempo. Mesmo quando a gente não tinha mais recursos, a gente continuou tentando. Combatemos com neve, com água, com força, com suor, mas não conseguimos. Fizemos o que era possível. A estação se queimou e [com ela] o sonho de muitos, pois ela existe há 30 anos”, relatou o tenente.
As vítimas chegaram à Base do Galeão, na Ilha do Governador, pouco depois de 1h desta segunda-feira. No reencontro com os familiares, que ocorreu em uma sala reservada, houve muita emoção. Muitos deixaram a base abraçados com os parentes. Alguns seguiram em um ônibus disponibilizado pela Marinha, outros com as famílias em carros.
Lembranças
O tenente Tinoco disse que viu o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos, mortos no incêndio, entrarem na estação para combater as chamas.
“Eram dois dos nossos amigos. Um deles, o mais experiente, era professor na área de combate a incêndio e por isso foi um dos primeiros a entrar. Tomamos os procedimentos corretos”, contou ele, que se emocionou ao lembrar dos dois militares.
“A Marinha era a vida desses homens e eles faziam o que gostavam. Nós militares fazemos o que amamos, a gente está lá por isso. Independente da circunstância, do tamanho do fogo, nós iríamos tentar até o impossível”, falou.
Entre os 26 pesquisadores que chegaram ao Rio, a bióloga Terezinha Absher disse que ficou apavorada com as chamas. Ela trabalhava há 20 anos na estação, onde fazia análise de invertebrados. “Foi como se tivesse perdido a minha própria casa”, disse Terezinha. Abalada, ela hesitou ao responder se voltaria para a Antártida. “Tenho que pensar”, contou.
Alarme
Segundo pesquisadores da base brasileira ouvidos pelo G1, os procedimentos de combate às chamas foram feitos de forma correta. A bióloga Fernanda Siviero, que estava na estação no momento do incêndio, disse que os brasileiros evacuaram o local logo após o alarme de incêndio ter sido acionado.
“A gente estava na base, quando foi ligado o alarme de incêndio. A gente fez o procedimento de evacuação e ficamos seguros [em outra área]”, disse. “Retornamos bem, com tranquilidade, tivemos todo o apoio da Marinha brasileira, da Marinha chilena. Todo o apoio e todo o suporte. Infelizmente perdemos dois [membros do grupo]”, finalizou.
G1 RJ/montedo.com
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