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Pessoal, vocês já se perguntaram – como eu – sobre o que teria acontecido para alterar tanto, de ontem para hoje, o cenário da greve da PM baiana?
Ontem, o General Gonçalves Dias confraternizava com manifestantes, granjeando seu respeito e confiança, ao garantir que não haveria invasão.
Hoje, o general sai de cena (ao menos, não é mais visto), o cerco aperta e a tensão aumenta de forma quase inacreditável, dados aos acontecimentos da terça-feira.
Raciocinando com cabeça de milico, está na cara que a súbita notoriedade do general, agindo como cidadão responsável e, por isso, ganhando holofotes, não deve ter sido bem aceita nos altos coturnos.
Raciocinando (se é que isso é possível) com cabeça de petista, as ações do general devem ter repercutido muito mal na cúpula do governo, afinal a última coisa que a petralhada deseja, num momento desses, é ver surgir uma liderança militar com popularidade junto aos civis.
Daí, a conclusão é óbvia:
Aplicaram um “para-te quieto” no general Gonçalves Dias e mandaram “apertar a rosca” contra os grevistas.
A hipótese do banho de sangue ressurge. Isso horroriza a nós, cidadãos comuns, mas não a sectários de uma ideologia que se erigiu sobre milhões de cadáveres.
É tudo pela causa,entende?
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