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Pessoal, não conheci o General Milton Sils, falecido no início deste mês. Registrei o fato no blog, afinal, era notícia. 

Mas os comentários recebidos no post General da ativa morre no RJ ajudam a traçar o perfil de alguém que foi um Líder, na acepção mais nobre da palavra. Homens assim são cada vez mais raros no Exército.Como exemplo, trago para cá este comentário:

Rodrigo disse…

Eu soube hoje do seu falecimento, recebi essa notícia como a perda de alguém que muito me inspirou. Foi instrutor Chefe da SIEsp da AMAN 2001/2002. Mesmo ocupando esta função tão distante da minha condição de Cadete neste período, e eu tendo na verdade tido “contato” com ele, na condição de instruendo, apenas em 2 semanas somadas nestes 2 anos(2 estágios) foi um dos oficiais que tive como instrutor, em 5 anos de formação, em que talvez mais me espelhei após sair da Academia. 

Para mim, foi o estereótipo da liderança. Era capaz de motivar, em diversas situações, apenas pelo olhar, atitudes e breves palavras. Basta dizer que como instrutor chefe da SIEsp, na SIEsp de montanha por exemplo, no batismo de todos os turnos no lago da região dos picos das agulhas negras, como Tenente Coronel ele entrava na água gelada, antes de todos, e ficava dentro do lago até o último homem ter saído. 


Realizava junto com todos estagiários as marchas gigantescas que criou para os estágios da SIEsp , em todos os turnos. 


Foi um exemplo de Obstinação, palavra que ele muito dizia. 


Descanse em paz.

Para quem, como eu,  já teve comandante de pelotão que marcava expediente para a tropa no sábado, quando estava de oficial de dia, ou que dormia (bem) acantonado enquanto os comandados ralavam ao frio, no bivaque, atitudes como a descrita acima tem um significado muito especial. Elas são um sinal de que nem tudo está perdido. Exemplos existem. Basta segui-los.
BRASIL!

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