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Força Aérea transporta coração entre Rio e Brasília para transplante
Dois aviões de transporte apoiaram missão para salvar criança que precisava de transplante

Dois aviões de transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) apoiaram uma operação para coletar um coração no Rio de Janeiro e transportar o órgão para Brasília, onde uma criança de um ano aguardava pelo transplante. A missão começou no meio da tarde de ontem (5/1) e prosseguiu durante a noite e madrugada. A cirurgia foi realizada com sucesso.
Foi a primeira missão real da primeira aeronave C-95 Bandeirante modernizada. O órgão foi captado em um menino de 1 ano e 9 meses, que sofreu morte encefálica no Hospital das Clínicas de Niterói, e transplantado em uma menina de um ano, no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.
A equipe médica que realizou a cirurgia de retirada foi composta por quatro profissionais: dois cirurgiões, uma enfermeira e uma perfusionista, que é a profissional responsável por introduzir no coração a solução que provoca a parada do órgão e viabiliza a sua retirada, todos transportados pelo C-95 Bandeirante.
Para a preservação do pequeno coração e sucesso da missão, o tempo é fundamental. O chefe da equipe, o cirurgião Fernando Atik, explicou a necessidade de fazer a retirada e o transplante do órgão com rapidez. “Fora do corpo, o coração tolera o funcionamento por no máximo quatro horas. É possível fazer o transplante depois desse tempo, mas a chance de sucesso diminui”, afirmou o médico.
A equipe de captação do órgão é de Brasília e chegou ao Rio de Janeiro às 19h10, a bordo de avião do Terceiro Esquadrão de Transporte Aéreo (3º ETA). “A recepção na Base Aérea de Brasília foi muito acolhedora, os militares vinham conversar conosco e desejar boa sorte”, observou a perfusionista da equipe Letycia Chagas Fortaleza.
Os profissionais desembarcaram no Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR), onde um helicóptero da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) os aguardava para realizar o transporte até a cidade de Niteroi.
De volta ao Rio de Janeiro, a equipe e o órgão embarcaram em uma aeronave C-99 do Grupo de Transporte Especial (GTE) na Base Aérea do Galeão, e retornaram à Base Aérea de Brasília (BABR), de onde seguiram para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.
“Por se tratar de transporte de órgão, temos prioridade de decolagem e pouso. Vamos aguardar a equipe retornar de Niteroi com a aeronave pronta para decolar”, explicou o Comandante do C-99 que levou o órgão até Brasília, Major Aviador Gláucio Octaviano Guerra. “É uma missão nobre, temos toda a preocupação em chegar a tempo. A espera dessa criança já deve ter sido muito longa até aqui”, afirmou.
O procedimento teve início por volta de 0h30 e terminou às 3h30. “A cirurgia foi rápida, e a criança está estável. Não houve nenhuma intercorrência”, comemora a coordenadora clínica de Transplante Cardíaco Pediátrico do ICDF, Dra. Cristina, segundo o site G1.
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