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Recebi na área de comentários o texto que reproduzo abaixo, sobre a postagem de hoje

O CEARÁ É UM BARRIL DE PÓLVORA. E OS POLICIAIS ESTÃO ‘LOUQUINHOS’ PARA QUE O EXÉRCITO ACENDA O ESTOPIM


“Montedo, vc está enganado quando diz que eu sai de lá corrido; não houve isso e também não fui implorar nada, fui acalmar os ânimos e obtive êxito. A situação aqui é explosiva e só não explodiu graças ao Exército. Claro q pra imprensa, o que vende jornal é o trágico e o grotesco mas a globo no Ceará contou toda a história do mal entendido com a polícia civil e soldados nossos. Recentemente estive no Maranão, na greve da PM de lá e a situação foi mais fácil que a daqui; resolvemos em paz e aqui conseguiremos a paz que se perdeu em algum momento. Já que vc colocou videos, procure as entrevistas do promotor da Justiça Militar, Dr Alexandre de Barros Leal Saraiva e do Dr Arimatéia, Chefe da Advocacia Geral da União no Ceará, elogiando a atuação do Exército. Ass Coronel Medeiros Filho”
Comento:
Se há uma coisa que admiro num homem é sua coragem moral, virtude tão mais rara quanto mais carreirista é o militar. Por isso, coronel, permita-me tecer-lhe um elogio de QAO (será que vale? hehehehe) à sua atitude de postar neste blog para esclarecer o ocorrido.
Sobre suas colocações, três pontos:
Primeiramente, em nenhum momento teci qualquer consideração sobre sua atuação no episódio com a polícia civil. Aliás, considero que os resultados obtidos, em meio aquela balbúrdia, foram muito bons. As consequências de uma eventual inabilidade sua poderiam ser graves e isso não ocorreu.
Em segundo lugar, caso sua colocação seja em relação ao episódio com os PMs, citado na postagem, permita que me socorra do editorial do respeitado site DefesaNet:

Da exposição da entidade de maior credibilidade junto ao Povo Brasileiro

Entre as missões ingratas, e sempre televisionadas, apenas para ilustrar o que pediram ao Exército Brasileiro, a quem – sempre disciplinado, defensor da legalidade e da ordem, patriota acima de tudo – missão dada é missão cumprida, assistiu-se um Coronel da 10ª Região Militar pedir, quase suplicar, aos praças grevistas coordenados por movimentos sindicalistas e um policial suplente de deputado, que liberassem as viaturas seqüestradas para cumprir sua missão de proteção da sociedade. A resposta de uma turba de mascarados foi negativa. Sem falar da quebra da legalidade, do descumprimento de ordem judicial, do desrespeito à Constituição e desprezo ao Código Penal sublinhou-se aí a indisciplina e o desacato de uma força auxiliar para com a Força Armada a quem compõe reserva. Entre os espetáculos lastimáveis “holofoteados” por uma imprensa de responsabilidade duvidosa, que alardeava a boataria para amealhar audiência e literalmente punha lenha na fogueira, uma entrevista constrangedora imposta a um General de Divisão no intuito não de esclarecer e acalmar a população, mas sim, acirrar ânimos entre grevistas e Forças Legais.
 Finalmente, registrei aqui a fala do promotor Alexandre Barros, a respeito da atuação do Exército no episódio, sobre a qual, aliás, não tenho nenhum reparo, pois é evidente que o trabalho é sério e responsável.
O problema, Coronel, como o promotor admite, é que a tropa regular não é preparada para lidar com situações como essa. Ora, ninguém pode garantir que, de uma hora para outra, um guri de vinte anos com um FAL na mão não revide à bala às ofensas e provocações dos grevistas. E aí, o mundo virá abaixo, como acontece no Alemão e no Haiti a cada incidente.
As consequências serão as de sempre: pau nos milicos, enquanto os mandantes (inclua aí Dilma, Amorim,  Cid & Ciro e os altos coturnos) tiram o corpo fora.
Não estou à espreita de uma desgraça, coronel, torço pelo Exército, instituição que ambos amamos e respeitamos. Só que esse sentimento não inibe (ainda bem) meu senso de obervação nem o raciocínio lógico. 
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