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Termina primeira parte da reconstituição de morte de jovem no Complexo da Penha
RICARDO ALBUQUERQUE
Rio – Terminou por volta das 22h15 desta quarta-feira a primeira etapa da reconstituição da morte do adolescente Abrahão da Silva Maximiliano, de 15 anos, no Complexo da Penha, Zona Norte. O jovem foi atingido por um disparo de militares do Exército da Força de Pacificação na noite do dia 26 de dezembro. A segunda parte da reconstituição foi adiada para a próxima terça-feira.
Primo do adolescente morto apresenta sua versão do caso | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
A primeira etapa foi constituída pela versão do primo de Abrahão, Wellington Gomes da Silva, de 20 anos, que estava com o adolescente após uma partida de futebol na quadra da comunidade.
Wellington acompanhou peritos e soldados e contou sua versão. Ele disse que Abrahão levou um tiro de frente e com o impacto o corpo do jovem virou e caiu de lado na pracinha do Caracol. Segundo o primo do garoto, os soldados formaram um cordão de isolamento que impediu moradores de socorrer Abrahão, que acabou retardando o socorro.
A irmã da vítima, Jéssica Maximilano da Silva, de 20 anos, acompanha a reconstituição e afirmou esperar que a justiça vai ser feita no caso. “A gente sabe que foram eles, mas ,eles não admitem”, garantiu. Ela também confirmou a informação de inúmeros moradores de que na praça onde o menino morreu, ficam várias crianças e que ali não é um ponto de venda de drogas.
De acordo com a promotora do Ministério Público Militar (MPM), Hevenize Jourdan Covas Pereira, um dos objetivos da reconstituição é elucidar as circunstâncias do disparo. Os militares afirmam que foram disparados nove tiros, dois para o alto e sete em direção ao grupo de jovens que estava na praça.
O DIA ONLINE/montedo.com
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