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10 mil armas recolhidas em Mato Grosso e entregues ao Exército valem até R$ 10 milhões no mercado negro
Foto: André Romeu/Agência Phocus
O mercado negro pode se considerar perdedor de R$ 10 milhões em produtos para o comércio. Isso porque o Exército Brasileiro já está em poder de dez mil armas recolhidas em todos os municípios. Esse armamento, que era utilizado em crimes, caso não tivesse sido apreendido pela Polícia MilitaR, poderia voltar às ruas e ceifar vidas, de acordo com a avaliação do coronel Francisco, coordenador da PM no Tribunal de Justiça.
O material coletado neste ano é fruto de duas remessas, uma cujo recolhimento foi feito no primeiro período do ano e entregue às Forças Armadas em outubro, e a segunda, feita em dezembro. São diversos tipos de armas, entre as quais as de calibre mais baixo e uso comum, como pistolas; até as de grosso calibre como uma metralhadora.50, com poder de perfurar veículos blindados e que pode até mesmo derrubar helicópteros.
A metralhadora foi encontrada pelos policiais em poder de criminosos em Várzea Grande, em um período não identificado. Ela é de uso exclusivo do Exército para a defesa aérea do país, mas de alguma forma foi parar nas mãos de bandidos. Da mesma forma, outras armas de grosso calibre também foram apreendidas, entre elas, um fuzil automático leve (FAL), além de dezenas de armas artesanais, utilizadas em sua maioria no interior de Mato Grosso.
Grande parte desse armamento será destruido, e apenas seis das cinco mil armas recolhidas estão aptas a serem doadas aos órgãos de defesa. Todo o material, sem nenhuma exceção, é vinculado a processos criminais. Alguns deles estavam retidos há mais de dez anos e somente agora foram encaminhados ao Exército, graças a uma resolução, que obriga o encaminhamento da arma ao órgão responsável em um prazo de máximo de 48 horas.
Foram necessários seis meses, no entanto, para que todo o material apreendido fosse encaminhado ao Exército, dando continuidade a um longo processo, desde a catalogação das armas até o transporte para Mato Grosso do Sul, onde serão destruídas. Em 2012, uma nova operação será realizada em dois períodos, mas cujas datas ainda não definidas.
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