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Comando militar investiga desvios de dinheiro no Batalhão de Fronteira em MT
IPM investiga irregularidades no 2º Batalhjão de Fronteira, de Cáceres (MT), comandado pelo coronel Moraes Henrique
Sinézio Alcântara
O chefe do Comando Militar do Oeste (CMO), general João Francisco Ferreira, determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar possíveis irregularidades no comando do 2º Batalhão de Fronteira, o 2º BFron, com sede em Cáceres, em Mato Grosso. A decisão foi tomada após a constatação de indícios de irregularidades no comando da unidade militar. Há suspeita de desvio de dinheiro. Reservado, o militar de alta patente foi incisivo: disse que o IPM foi aberto para “apurar questões não tão bem conduzidas dentro do batalhão”.
O comando do 2º BFron está sendo investigado por suposta irregularidade em licitações públicas. Uma empresa, a Manamar, teria sido criada, em nome da esposa de um oficial para vencer concorrências no sentido de adquirir bens e serviços na corporação. A informação é de que Manamar oferecia desde material de limpeza até peças de reposição e serviços mecânicos em veículos. Constam várias irregularidades, em diversos setores da corporação. Contudo, não se sabe se existe ligação entre as supostas falcatruas.
Em um dos casos, uma empresa teria sido contratada para refazer vários motores de caminhões. Porém, embora o batalhão tenha pago pelo serviço, os recursos foram desviados. Uma vistoria constatou que os motores estavam com as juntas originais e nada tinha sido feito. Há ainda o caso das carteiras de habilitação. As informações são de que uma auto-escola teria sido contratada para ministrar curso para cabos e soldados adquirirem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ao custo de R$ 700 por militar.
Porém, as informações são de que, um oficial recebia dos praças, mas, ao invés de dinheiro, repassava o valor em óleo diesel do batalhão para a auto-escola. De acordo com as informações, existem documentos que constam, o nome da auto-escola e até o posto de combustível para onde era levado o óleo diesel.
Um general da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (13ª BIM) foi designado para presidir o IPM. Militares que não se identificam, confirmam que, há 15 dias, ele compareceu ao batalhão e recolheu vários documentos que podem levar ao esclarecimento do possível esquema. Revelam que, devido a rumores de ameaças, durante o tempo em que esteve na unidade, o oficial só deslocava entre as sessões sob escolta. A permanência dele no batalhão foi de menos de 24 horas. Chegou de manhã, recolheu os documentos e voltou a tarde.
General Ferreira explica que o responsável pelo IPM terá 60 dias para concluir as investigações. Disse que não irá fazer pré-julgamento, até porque, segundo ele, as investigações não foram concluídas para constatar se ouve ou não a prática da irregularidade. Adiantou, no entanto, que se forem comprovadas, serão tomadas as medidas disciplinares que o caso requer.
A ausência do coronel Moraes Henrique, comandante do batalhão, nas solenidades, durante a operação Ágata 3, segundo o general, foi em razão de ele estar comandando uma tropa na fronteira com a Bolívia. “Por ser conhecedor da área designei que ele ficasse em local onde os outros comandantes não tem tanto conhecimento”.
montedo.com
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