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Exército e Força Nacional começam a sufocar greve da Polícia Militar em Rondônia
Centenas de militares do Exército do Acre e Amazonas chegaram a Rondônia neste final de semana
O contingente da Forças Armadas e a Força Nacional começaram a sufocar a greve da Polícia Militar em Rondônia. Centenas de militares do Exército do Acre e Amazonas chegaram a Rondônia neste final de semana e controlaram não só a onda de violência como as ações contra a própria corporação, perpetradas pelo movimento das esposas de policiais militares.
Considerado o líder da greve, o soldado Jesuíno Boabaid foi preso no domingo pela Força Nacional e COE/PM em frente aos companheiros, no 1º BPM. Agindo assim, o Comando Geral da PM acredita que vai enfraquecer a greve, pois o movimento ficará sem seu principal líder. Por outro lado, os PM´s envolvidos já está sentindo no próprio bolso a insubordinação, pois tiveram desconto em seus vencimentos.
O secretário de Estado da Defesa (Sesdec), Marcelo Bessa, disse neste final de semana em entrevista a uma TV local, que o Governo do Estado não tem mais como negociar, mas manteve a proposta de 12,6%. Ele lembrou que os policiais militares têm o 8º maior salário do País e não se justifica uma 2ª paralisação em menos de um ano. “O Governo não vai mais negociar com os grevistas”, ressaltou.
O Governo do Estado tem pressa em acabar com a greve da PM para não prejudicar as compras de final de ano e também controlar a violência. O 13º salário e o salário de servidores estão começando a ser pagos a servidores públicos e da iniciativa privada esta semana. O comércio já está sentindo o início de uma recessão por causa da insegurança gerada pela greve.
Jesuíno estava enfrentando uma Ação Penal impetrada pelo Comando Geral por infração ao Código Militar, mas acabou sendo anistiado junto com outros companheiros por uma Lei Federal. O líder militar agora vai enfrentar outra ação e corre o risco de ser expulso da corporação ao bem da disciplina. As mulheres prometem manter o movimento, mas sem a presença do líder, a saída agora é entregar as armas e levantar acampamento.
Rondônia Dinâmica/montedo.com
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