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Ministra do STM visita a selva
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, ministra do STM (Supremo Tribunal Militar), esteve na sede do Cigs para conhecer de perto o trabalho dos militares. Foi lá que ela conversou com O VALE.
A sra. já conhecia a Amazônia?

É a primeira vez na Amazônia. Fomos convidados para conhecer aqui. Eu tinha muita vontade de vir há muitos anos. Moro e trabalho em Brasília. Temos 15 ministros no STM e cinco são civis, sendo três advogados. Eu ocupo a cadeira da Casa dos Advogados do STM. Conheci o Cigs e andei de helicóptero e fomos ao rio conhecer um flutuante, mas para mim já é muito. Mesmo assim, já tive muita emoção.
É importante conhecer?
É fundamental. Os magistrados do STM são militares e civis. Os militares são generais de quatro estrelas, no último posto da carreira, e trazem para o tribunal uma experiência da caserna que desconhecemos completamente. É outra realidade e visão de mundo. É importante ter a presença dos militares para julgar com acerto. Vir aqui e conhecer o trabalho de perto, do Exército, de conhecer a Amazônia mais de perto e o trabalho da fronteira, é importante para entender melhor a vida militar na hora de julgar, em causas de questões de instrução, treinamento, ou o sentimento do militar com relação ao cumprimento do dever. Nós, civis, flexibilizamos um pouco o rigor. Nas Forças Armadas, não há isso. Só em extrema necessidade o militar pode deixar de ser rigoroso. Então, vir aqui e ver de perto, talvez seja a mais importante experiência em termos de brasilidade da minha vida.
Os militares aqui falam com muito orgulho de servir na Amazônia. A sra. tem sentido isso?
É significativo. Na Constituição, somando os incisos, artigos e alíneas, há mais de 5.000 ordens e comandos normativos, mas a palavra pátria aparece uma única vez, no artigo dedicado às Forças Armadas. Estando aqui na Amazônia, vendo o trabalho do Exército e da Marinha, que também conheço, vejo o que significa servir à pátria. Esses militares fazem isso, e é bonito ver isso. É outro lado e face do Brasil que só conhecia pelos livros. Comecei a ter contato com o Brasil e ver o país verdadeiramente depois que fui para o STM, em 2007. Conhecer o seu país é fundamental.
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