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Montevidéu– A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro, afirmou nesta quarta-feira no Uruguai que os casos de abuso e exploração sexual que envolvem militares integrantes das forças de paz do organismo ‘não devem ofuscar’ o ‘importante trabalho’ da grande maioria de seus membros.
‘Tomamos muito seriamente todas as denúncias de abuso e exploração sexual’, para as quais a ONU ‘tem tolerância zero’, afirmou a vice-secretária após visitar a escola de formação de forças de paz do Uruguai.
‘Não deixamos nenhuma denúncia sem ser verificada e todas são averiguadas a fundo’, acrescentou Migiro.
Esse tipo de incidente ‘não deve ser permitido, nem tolerado, mas de nenhuma maneira arruína o bom trabalho que tantas pessoas dedicadas estão fazendo nas missões de paz’, afirmou a vice-secretária-geral.
Cinco uruguaios integrantes da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah) foram processados e presos em setembro passado pela Justiça militar do Uruguai, acusados dos crimes de desobediência, omissões ao serviço e perda de imunidade à vigilância militar.
Além disso, são investigados pelas autoridades civis do Uruguai pelo suposto estupro de um jovem haitiano.
Os abusos teriam acontecido na localidade de Port-Salut (sul do Haiti) e foram divulgados pela internet em um vídeo gravado com telefone celular.
As imagens mostram quatro dos cinco envolvidos (o quinto é o que filmou) zombando de um jovem ao qual mantêm deitado em um colchão enquanto um deles o pega por trás sem camisa.
Em sua defesa, os militares uruguaios, que conheciam o jovem, argumentaram que se tratou de uma ‘brincadeira de mau gosto’.
A vice-secretária-geral da ONU destacou que o governo do presidente do Uruguai, José Mujica, ‘levou muito a sério’ o episódio com os boinas azuis no Haiti ‘e realiza uma investigação detalhada’.
A agressão motivou a condenação do presidente haitiano, Michel Martelly, e as desculpas públicas de Mujica.
O Uruguai fornece cerca de 1,3 mil militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea à missão de paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) e outros 1,2 mil soldados à Missão de Estabilização de ONU no Haiti (Minustah). 
EFE
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