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Peça “Mulheres Pessegueiro” retrata família de pensionistas do Exército
Texto é assinado por Patsy Cecato e será apresentado na próxima sexta

Texto é assinado por Patsy Cecato e será apresentado
 na próxima sexta -Crédito: Marcelo Nunes / Divulgação / CP
O Teatro Bruno Kiefer, da Casa de Cultura Mario Quintana (Porto Alegre), sedia a temporada de “Mulheres Pessegueiro”, que estreia na próxima sexta, às 21h, e segue em cartaz até o dia 4 de dezembro. As sessões serão às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 18h. No elenco estão Lourdes Kauffmann, Laura Medina, Catharina Conte e Áurea Baptista.
Em cena, quatro mulheres de uma mesma família, que vivem da pensão do Exército deixada pelos coronéis Virgílio e Getúlio Pessegueiro. Dona Ione Pessegueiro, viúva de Virgílio, sustenta a filha separada, Maria Lucia, que não consegue enfrentar o mercado de trabalho, e a neta, Manuela, que não vê sentido em fazer uma faculdade convencional. Também ampara uma sobrinha, Betinha, que se mantém solteira por medo de perder a pensão do pai, o coronel Getúlio Pessegueiro.
Entrevista com pensionistas
O texto de Patsy Cecato, que também dirige a peça, foi contemplado pelo Programa de Bolsas de Estímulo à Criação Artística da Fundação Nacional de Belas Artes (Funarte), em 2008. Para produzi-lo, ela entrevistou várias pensionistas do Exército para compor a estrutura moral e psicológica das personagens e realizou várias leituras dramáticas. O objetivo era estudar as reações e ouvir as opiniões do público. Ela conta uma história que se equilibra entre o drama e a comédia e que mantém o espectador preso aos destinos dos personagens. Ela completa a trilogia das flores: Violeta e Margarida, Hotel Rosa-Flor e Mulheres Pessegueiro, todos com temática feminina que falam dos laços que unem e fortalecem as mulheres.
Ione Pessegueiro passou 40 anos de sua vida mantendo a ordem e o silêncio na casa, educando seus filhos dentro de uma disciplina rígida imposta pelo marido militar. Sua distração é assistir aos canais de compras pela TV e sua maior preocupação é encaminhar a filha, Maria Lucia, que ela considera uma deprimida.
Já Maria Lucia não consegue se livrar dos traumas de uma educação rígida e castradora. Sempre que pode, desonra a memória do pai. Desde sua separação, enfrenta problemas psicológicos que a fizeram se afastar dos amigos e do mercado de trabalho. Sua maior alegria é a filha Manuela, que, por sua vez, quer ser produtora de rock e ter sua própria banda. Betinha diverte-se com vários namorados, mas não se envolve profundamente com nenhum por medo de ser traída.
CORREIO DO POVO
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