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PROMOÇÕES NA FORÇA AÉREA
Um clima de estranhamento com as últimas promoções de oficiais superiores tomou de assalto os quartéis da Força Aérea. “O excelentíssimo brigadeiro Juniti Saito, aprontou uma desagradável surpresa para os oficiais especialistas”, resume um desses oficiais. O grupo dele com ascensão até o posto de tenente-coronel preparou uma solenidade, contando com a última promoção, a que os levaria a tenente-coronel. Convidado de honra, o comandante não aceitou o convite. Nem indicou representante. “Pior, promoveu os oficiais formados pela AFA (Academia da Força Aérea) antes do tempo”, acrescenta outro oficial superior especialista, grupo que não tem passagem pela AFA.
A bronca maior diz respeito a oficiais aviadores (formados pela AFA) promovidos com “apenas quatro anos no mesmo posto” enquanto majores especialistas viram frustrada a esperança de chegarem a tenente-coronel por antiguidade. Com isso, ficaram maiores as desigualdades entre os intervalos (os chamados interstícios) de tempo entre um grupo de oficiais e o outro, estimulando alguns preteridos a antecipar pedidos de baixa, o que deve ocorrer neste fim de ano.
“Causa estranheza o fato de existirem várias desigualdades nos interstícios à promoção aos diversos quadros de oficiais das Forças Armadas”, disse um dos preteridos. “Ressalta-se que, em certos quadros na Força Aérea alguns foram promovidos antes dos outrora mais antigos”, completou.
HIERARQUIA
Mesmo oficial acrescenta que a desigualdade está quebrando um dos pilares do militarismo, a hierarquia. “Alguns quadros, mesmo após completar o interstício, não têm os seus oficiais promovidos por falta de vagas. É complicado, pois mais uma vez a hierarquia foi esquecida”, diz.
O DIA
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