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Aman abre inquérito sobre morte de cadete

RENAN MENDONÇA
A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) disse hoje (7) que já abriu Inquérito Policial Militar para apurar todos os fatos sobre a morte do cadete Renan Mendonça Borges Gama, de 23 anos. A declaração foi em relação à denúncia de que o major Corrêia Neto e o capitão Chiriato teriam agredido o cadete durante um exercício de campo no último dia 24 de setembro, mesmo percebendo que o jovem estava passando mal e em seu limite físico.
O militar foi levado para o Hospital Samer, em Resende, onde deu entrada com diagnóstico de rabdomiólise e insuficiência renal aguda, segundo o médico Henrique Miller Balieiro. A Aman já tinha divulgado recentemente uma outra nota, alegando que o cadete não sofreu maus tratos e negou que tenha omitido socorro a Renan, que foi enterrado hoje à tarde no Cemitério de São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
A declaração feita pela Academia também foi uma resposta à denúncia feita por Pedro Luiz Nascimento Motta ao portal de notícias G1. Ele era conhecido de Renan e vizinho da família em São Gonçalo, e explicou que Renan teve a morte cerebral atestada na terça-feira, quando houve a ruptura de uma veia no cérebro.
Ainda segundo Pedro, em conversa com cadetes conhecidos, soube que Renan participava com um grupo de um exercício de campo em que são realizadas várias atividades militares por períodos de três a cinco dias. De acordo com ele, os cadetes disseram que Renan começou a se queixar de dores durante os exercícios, informou o problema aos superiores, mas não teria recebido atendimento.
O delegado da 89ª DP (Resende), Marcus Drucker Brandão, também vai investigar a morte do cadete Renan Mendonça. Na quinta-feira, familiares do jovem compareceram à delegacia para solicitar que fosse feita a remoção do corpo do cadete do hospital para o Instituto Médico Legal (IML) de Resende, onde foi feita a necropsia.
Um funcionário do IML informou que o resultado do exame deverá ser divulgado em 30 dias. Segundo os policiais, os parentes do militar informaram que iriam acompanhar as investigações instauradas pela Polícia Civil e a Aman, mas que em nenhum momento falaram se pretendiam mover ação na Justiça contra o Exército.
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