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Exército reforça fiscalização no Paraná contra aftosa
Paraguai está enfrentando foco de febre aftosa, comunicado às autoridades sanitárias internacionais em 17 de setembro
O Exército vai destacar militares para integrar equipes volantes de fiscalização na região de fronteira internacional do Paraná com Paraguai e Argentina, para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no Brasil, informa o governo paranaense. Segundo nota, a medida atende a um pedido feito pelo governo do Estado e pelo Ministério da Agricultura.
A vigilância será reforçada também por mais 21 funcionários enviados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento para quatro municípios da região. O Paraguai está enfrentando um foco de febre aftosa, comunicado às autoridades sanitárias internacionais no dia 17 de setembro. O governo paranaense se diz preocupado com a possibilidade de disseminação do vírus, uma vez que as autoridades paraguaias não abriram suas fronteiras aos órgãos internacionais, diz a nota.
O reforço do Exército serão 100 profissionais que vão atuar nas fiscalizações volantes, principalmente nas regiões de Capanema e Santo Antonio do Sudoeste, que fazem divisa com a Argentina.
A preocupação é que possa ocorrer desvio de gado do Paraguai para o Brasil, passando pela Argentina. Desde que foi comunicado o foco de febre aftosa no Paraguai, o preço da arroba do boi naquele país despencou de R$ 106 para cerca de R$ 50, diz a nota.
A superintendência do ministério no Paraná anunciou que enviou bombas pulverizadoras e desinfetantes para as cidades de Foz do Iguaçu, Guaíra e Santa Helena, por onde transitam veículos entre os dois países. Segundo Gonçalves Filho, 100% dos veículos que passam pela fronteira nessas localidades passarão pelo pedilúvio.
O ingresso de produtos e subprodutos de origem animal oriundos do Paraguai permanece suspenso. Segundo o ministério, a cooperação com o Exército inicialmente vai vigorar por um período de 30 dias, que poderá ser estendido para 60 dias ou reduzido, de acordo com a evolução e as informações que as autoridades brasileiras tiverem sobre o foco de aftosa no Paraguai.
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