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Crise mundial adia escolha de caças para FAB, diz Patriota
O governo brasileiro vai adiar os planos de compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) pelo menos até 2012, já que busca cortar gastos para combater a crise econômica global, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, nesta quarta-feira. A aquisição dos caças para a FAB foi discutida em Nova York em reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que faz campanha para que o Brasil escolha os aviões Rafale, da francesa Dassault Aviation.
Os outros concorrentes são a americana Boeing (dos F18 Super Hornet) e a Saab (dos Gripen NG), da Suécia. Segundo Patriota, Dilma disse a Sarkozy que os planos de modernização da frota de caças brasileiros vai depender da situação econômica. “Dependendo de como evoluir a situação econômica mundial, se a crise se revelar menos grave do que alguns imaginam, esse tema poderá ser retomado, por exemplo, no ano que vem”, disse Patriota citando Dilma.
Logo no primeiro mês de governo, Dilma decidiu suspender o processo de escolha de caças e abrir uma nova disputa, com a possibilidade de participação de novos concorrentes. A decisão de rever as propostas foi motivada pela forte pressão internacional, já que diversos fabricantes manifestaram interesse em vender aviões para a FAB, um negócio de bilhões de dólares. Até deixar a presidência, Lula dava sinais de que preferia os caças franceses, principalmente em função de a Dassault ter incluído no pacote de venda dos aviões Rafale a transferência de toda a tecnologia de produção dos aviões.
TERRA
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